No dia 4 de agosto, foi ao ar uma reportagem sobre o fechamento de bibliotecas públicas no Espírito Santo, tendo o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), Álamo Chaves (CRB-6/2790), como um dos entrevistados pela TV Assembleia do Espírito Santo, para o jornal Panorama. A matéria destacou que em um período de sete anos o Estado perdeu 13 bibliotecas públicas. O risco de fechamento já vinha sendo debatido pelos membros da Casa desde de 2015, onde era relatada a urgência de financiar estes espaços.
A reportagem reapresentou parte da discussão feita há sete anos, durante a Semana Literária da Assembleia Legislativa, colocando o alerta feito no passado em contraponto com a alarmante situação encontrada atualmente, onde, ao invés de ampliar o acesso às bibliotecas, quase 800 bibliotecas públicas foram fechadas entre 2015 e 2020, tendo a falta de investimentos como principal problema. A jornalista Patrícia Bravin destacou que, em termos proporcionais, o número de bibliotecas fechadas no Espírito Santo é um dos maiores no País, já que o Estado possui pouco mais de 70 destes aparelhos públicos em funcionamento. Ela pontuou também que são justamente as classes mais pobres as mais afetadas com esses fechamentos.
A situação foi confirmada por Álamo, que reforçou que, quando um prefeito fecha uma biblioteca pública, os mais prejudicados são as pessoas mais humildes, que ficam sem acesso à cultura, entretenimento e lazer. “A pessoa que tem dinheiro pode ir em uma livraria e comprar um livro, ela tem uma internet de boa qualidade em casa e pode comprar um e-book e ter um tablet para ler este e-book. O menino que estuda em uma escola particular recebe o material didático dele bonitinho. Mas aquela pessoa pobre, quem é das classes mais baixas, é a mais prejudicada. Porque na maioria das cidades brasileiras as bibliotecas são os únicos equipamentos culturais existentes. Não tem cinema, não tem teatro, não tem nada, só a biblioteca pública”, descreveu.
A diretora da Biblioteca Pública do Espírito Santo, Marcelle Queiroz (CRB-6/621ES), também foi uma das entrevistadas, ela destacou que, mesmo em um cenário ruim, ações inovadoras podem ser uma forma de enfrentar o problema, principalmente durante a pandemia. “Um dos primeiros projetos que a gente fez, e que foi muito legal, foi a Quarentena Literária, que foi um projeto estadual, onde montamos e oferecemos a proposta para os municípios, onde as pessoas que eram usuárias das bibliotecas ou quem quisesse fazer alguns vídeos falando sobre literatura, ou falando sobre o livro que gostava, era incentivado a compartilhar estes depoimentos. Exatamente para incentivar e propagar a questão literária”, explicou.
Clique aqui para assistir a reportagem completa pelo canal do Youtube da TV Assembleia do Espírito Santo, ou acompanhe a seguie:




