Edvânia Souza*
Nos últimos meses, temos sido bombardeados com notícias cada vez mais alarmantes sobre a escassez de água potável. Cenas tão comuns no nordeste brasileiro agora podem ser vistas bem próximas, na nossa cidade, bairro, rua, na nossa casa. Estamos assistindo a tudo meio estupefatos, incrédulos e ainda sem saber por onde começar.
Foi o que me fez lembrar um livro que li para fazer o vestibular da UFMG e que me impressionou muito na época – fiquei um bom tempo rememorando essa leitura e falando sobre ela para meus amigos: Não Verás País Nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão.
Como ele conseguiu imaginar tamanha catástrofe foi o que me impressionou. A história se passa num futuro não determinado, em que a Amazônia se transforma em um deserto, o lixo forma colinas que são habitadas, o Sol é tão escaldante que corrói a carne em poucas horas e a carência de água tem como alternativa a reciclagem da urina. É um cenário apocalíptico que o autor usou para, dentre outras coisas, chamar a atenção para a importância de o homem repensar suas atitudes em relação ao meio ambiente, como forma de garantir um futuro melhor.
A Sacola Perdida, publicado em 2014, é outro livro que narra uma aventura por um mundo melhor. Um escritor, uma sacola de frutas perdida e quatro crianças compõem uma história que mudará a vida dos moradores de um prédio.
Afonso, Carina, Caio e Joana são vizinhos e estudam juntos. A turminha começa a perceber que viver em comunidade não é tão fácil. Um apagão leva as crianças a uma série de acontecimentos marcados pela consciência social e melhoria na qualidade de vida de um grupo. Na escuridão, uma sacola esquecida na escada faz com que os quatro desvendem um mistério que irá transformar-se em várias melhorias no prédio, como a economia de água e energia e a reciclagem.
A falta de água potável já foi tratada também em vários filmes, confira a seleção da revista Superinteressante, editora Abril.
O livro reúne sugestões para reduzir o desperdício de água e de energia. Por meio de ilustrações, a autora ensina como reaproveitar a água do banho e da cozinha em outras partes da casa. A água cinza, como é conhecida a água que já foi utilizada em outro momento, pode ser reaproveitada na hora de regar o jardim, por exemplo. Além de diminuir os prejuízos para o meio ambiente, o leitor poderá descobrir maneiras criativas para economizar energia e diminuir a conta no final do mês, programando aparelhos eletrônicos.
A coleção Com os pés no chão trata, em quatro volumes, de temas fundamentais para a educação ambiental – preservação de animais e plantas, economia de água, economia de energia elétrica e a reciclagem de lixo. Em Eu fecho a torneira, após apresentar informações sobre a água, o autor mostra quais ações levam à poluição ou ao desperdício e conclui com dicas de como adquirir bons hábitos para economizar a água.
O livro Seis razões para as coisas durarem mais procura mostrar que o novo nem sempre é melhor que o velho e ser consumista não é nada sustentável. Os autores mostram que a natureza precisa de cuidados e que é possível preservar a vida e os recursos naturais em ações cotidianas, como no banho, na escovação de dentes, de modo a obter economia de água. Diminuir o uso do carro, pensar sobre o destino do lixo, economizar papel, são formas de preservar o ar puro, os solos, mares e rios despoluídos e toda a biodiversidade preservada. O jovem leitor também pode aprender como funciona uma casa sustentável e terá sugestões e referências bibliográficas sobre os temas propostos, além de iniciativas como o projeto JUMA, no Amazonas.
Dicas de economia de água
Confira abaixo algumas dicas de consumo consciente propostas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig):
Se você tem mais dicas ou – outras indicações de leitura sobre o tema, envie nos comentários. Promova alguma atividade em sua biblioteca que desperte as pessoas para a importância do uso consciente desse bem precioso: a água.
*CRB-6/1686. Bibliotecária do SENAI e Conselheira do CRB-6.









Eu não acho oq quero nessa coisa…a gente pesquisa uma e sai outra…isso tem que mudar
Prezada Talita,
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