Com o fim do período de férias nas instituições educacionais, o Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região (CRB-6) retomou as fiscalizações no mês de março. As primeiras cidades fiscalizadas foram selecionadas em razão de denúncias recebidas pela autarquia e todas estão localizadas na região metropolitana de Belo Horizonte.
As vistorias foram realizadas nos dias 26, 26 e 30 de março e no dia 01 de abril em Belo Horizonte, Contagem e Betim os resultados preliminares são:
- 10 instituições em Belo Horizonte, sendo que 03 delas estavam regulares;
- 05 instituições em Contagem, todas supostamente irregulares;
- 01 instituição em Betim, supostamente irregular.
Todas as instituições foram notificadas e terão um prazo de 15 dias para sanar a irregularidade por meio da contratação de um Bibliotecário responsável. A instituição que não se regularizar será intimada para julgamento no plenário do CRB-6 e poderá ser penalizada com aplicação de multas.
CRB-6 fiscalizou biblioteca eclesiástica
A obrigatoriedade do Bibliotecário se aplica em qualquer unidade de informação, independentes da sua natureza, incluindo bibliotecas de igrejas, conventos, mosteiros e acervos eclesiásticos. Por este motivo, são passíveis de fiscalização.
Mesmo que o acervo seja temático ou voltado para uma comunidade específica, a gestão dessas obras exige o conhecimento técnico, ético e legal que apenas um Bibliotecário registrado pode oferecer.
De acordo com a Bibliotecária-fiscal Jozane, em uma de suas visitas a uma biblioteca eclesiástica, ela se surpreendeu com a organização do acervo do espaço. No entanto, foram encontradas irregularidades. “A unidade de informação apresentou-se com acervo cuidadosamente catalogado a ponto de nos surpreender pelo capricho aplicado. Porém, foi identificado posteriormente que o setor contava semanalmente com os serviços de um(a) bacharel sem registro, e desta forma, a primeira irregularidade encontrada foi a catalogação feita por leigo, seguida pela gestão do setor etc., mas obviamente a ausência de profissional Bibliotecário registrado foi a maior irregularidade percebida”, afirma.
Se você conhece alguma instituição que possua biblioteca, mas não conta com um Bibliotecário, denuncie e ajude o Conselho a fiscalizar melhor. A denúncia é fundamental para garantirmos que o acesso à informação seja sempre mediado por quem possui a devida competência técnica.




