
A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 4 de agosto, a criação da Política Nacional de Educação Digital, proposta que busca promover competências informacionais e digitais para estimular a inclusão digital. O texto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para que os currículos da educação básica incluam as competências digitais a partir do ensino fundamental. Agora, a matéria segue para análise do Senado.
Caso seja aprovada sem modificações, a nova lei determinaria que o executivo federal regulamente a política educacional em torno de quatro eixos:
– Inclusão Digital: garantir que toda a população brasileira tenha igual acesso às tecnologias digitais para obter informações, comunicar-se e interagir com outras pessoas.
– Educação Digital Escolar: garantir a educação digital da população mais jovem, estimulando e reforçando o letramento digital e as competências digitais em todos os níveis de escolaridade e como parte da aprendizagem ao longo da vida.
– Capacitação e Especialização Digital: promover a especialização em fundamentos, tecnologias e aplicações digitais, capacitando a população brasileira ativa, fornecendo-lhes os conhecimentos de que precisam para fazer parte de um mercado de trabalho que depende fortemente de competências digitais para garantir a competitividade empresarial – empreendedorismo, pensamento crítico e inovação, de modo a promover a empregabilidade e o bem-estar do indivíduo, da comunidade, do país e do planeta.
– Pesquisa Digital: assegurar a existência de condições para a produção de novos conhecimentos e participação ativa de pesquisadores brasileiros em redes e programas internacionais de Pesquisa e Desenvolvimento.
A proposta foi criada para alcançar todos os níveis da educação, desde a educação básica até a pesquisa, oferecendo aos estudantes a oportunidade de desenvolver as competências e habilidades necessárias em um mundo cada vez mais informatizado. A ideia é de fundamental importância em uma estrutura educacional que pouco avançou na incorporação das novas tecnologias.
Na avaliação do presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6), Álamo Chaves (CRB-6/2790), a proposta precisa ser atentamente acompanhada pelos Bibliotecários. “As demandas da educação digitalizada já estavam presentes na Política Nacional do Livro, implementada ainda em 2003, mas que pouco se materializou desde então. Mesmo que lentamente essas mudanças vão precisar ser incorporadas por todos nós, que somos parte importante neste processo de acesso ao conhecimento. A grande questão é que falta aos gestores da educação o reconhecimento de nosso papel. Até hoje seguimos lutando para que as bibliotecas de escolas privadas sejam administradas por Bibliotecários”, pontuou.




