A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tornou-se a primeira universidade pública brasileira a institucionalizar um acervo inteiramente dedicado à preservação da história, das lutas e da produção intelectual voltada aos direitos LGBT+. Mantido pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH), o acervo pretende resgatar, registrar, difundir e preservar o patrimônio, relacionado a práticas, memória e produções culturais desta comunidade.
Oficialmente batizado como “Acervo LGBT+ Cintura Fina”, o nome da coleção é uma homenagem direta e carregada de simbolismo à célebre travesti que marcou a história urbana e a resistência de Belo Horizonte nas décadas de 1950 a 1980.
A oficialização do acervo é fruto de um processo contínuo de doações de militantes, pesquisadores e entidades civis que confiaram à universidade a guarda de materiais históricos raros. A incorporação formal ao patrimônio da UFMG assegura que esses documentos recebam tratamento arquivístico profissional, catalogação sistemática por Bibliotecários e infraestrutura adequada para preservação contra a ação do tempo.
O novo acervo reúne uma vasta gama de suportes informacionais, que incluem periódicos da imprensa alternativa, cartazes de manifestações políticas, fotografias, panfletos, produções acadêmicas e registros de correspondências de momentos cruciais da história recente do país. Esse conjunto documental joga luz sobre as estratégias de resistência, a conquista de direitos civis e a evolução das políticas públicas voltadas à diversidade.




