Em um breve passeio pela história da biblioteconomia nota-se que sua gênese pauta-se na organização e preservação do acervo. O bibliotecário grego Calímaco iniciou a organização da famosa biblioteca de Alexandria com o objetivo de organizar e preservar. Atualmente, o bibliotecário atua como mediador entre a informação e o usuário, deixou de ser apenas o guardião do conhecimento, abstém-se de centrar-se apenas no acervo (algo material), para centrar-se também na informação tornando possível seu acesso, independente do espaço geográfico no qual seus usuários estão inseridos.
As tecnologias da informação e da comunicação são frutos da chamada Terceira Revolução Industrial, cujos desenvolvimentos tecnológicos estão cada vez mais entrelaçados com o fazer bibliotecário. A reconfiguração do trabalho bibliotecário quanto agente social acontece quando há senso comum em relação a ideia de mediação entre o conhecimento e o usuário.
O despertar da responsabilidade social na atividade bibliotecária, ocorre quando surge a chamada Sociedade da Informação que necessita cada dia mais de uma infraestrutura moderna de comunicação para transformar a informação em conhecimento. Atuar com responsabilidade social implica em considerar interesses na esfera ética e social da profissão através de atitudes socialmente responsáveis, desejo de mudança, compromisso com o próximo e consciência cidadã.
A responsabilidade social é reconhecida pelo seu valor cultural e moral, associando-se a ética e se converge com o papel desenvolvido por alguns profissionais na sociedade. No campo da ciência da informação e biblioteconomia, essa responsabilidade ocasiona mudanças que permitem que as relações humanas fiquem cada vez mais fáceis.
Fonte: Vértice Books | Cátia Cristina Souza




