Um recente estudo de imagens do órgão sugere que sim
Todos sabemos que a leitura de um romance pode nos encantar e intrigar. Agora, graças a uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Emory, EUA, descobriu-se que ao nos transportarmos para uma história de um livro, há alterações físicas mensuráveis no cérebro que podem ser detectados até cinco dias após o leitor fechá-lo.
Em um artigo para a revista Brain Connectivity, os pesquisadores compararam o efeito a um músculo da memória. “As mudanças neurais que encontramos associadas com as sensações físicas e os sistemas de movimento, sugerem que a leitura de um romance pode transportá-lo para dentro do corpo do protagonista”, afirma o neurocientista Gregory Berns. “Nós já sabíamos que no sentido figurado, boas histórias podem colocá-lo em outro lugar. Agora estamos analisando se isso pode também acontecer biologicamente”.
Vinte e um alunos de graduação participaram do estudo. Todos leram o mesmo livro, o romance de 2003, Pompéia, de Robert Harris. Os pesquisadores escolheram o livro devido a sua trama que conta com uma forte linha narrativa.
Por duas semanas e meia, os alunos leram seções de 30 páginas do livro à noite e tiveram seus cérebros escaneados na manhã seguinte, após fazerem um teste de certificação da leitura. Os exames continuaram por vários dias mesmo depois de terem terminado o romance. Uma ressonância magnética funcional foi usada para essa investigação neurobiológica e foram identificadas redes cerebrais associadas com as histórias de leitura.
Os resultados mostraram uma conectividade elevada no córtex temporal esquerdo, uma área do cérebro associada com a receptividade para a linguagem, e também no sulco central, principal região sensório-motor do cérebro.
Fonte: O Nariz





