A pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais, Márcia Almada, se dedica a pesquisa desde 1980, trabalhando com a conservação de documentos gráficos e a tradição medieval dos manuscritos.
Um dos estudos da historiadora foi dedicado à produção de documentos adornados no século XVIII, em Minas Gerais. O levantamento revelou traços de três calígrafos que viveram em Minas, quando a cidade ainda era conhecida como “capitania”.
Marcia descobriu nos trabalhos analisados que grande trânsito de informações entre a Europa e o interior da América portuguesa influenciou os modelos de manuscritos ornamentais europeus desenvolvidos em Minas pelos três calígrafos que viveram no Estado.
A pesquisa também permitiu descobrir que se gastavam quatro meses, em média, para produzir um livro de 20 páginas e que a produção dos textos contava com materiais de qualidade, como, por exemplo, encadernadores, papéis de alta qualidade, folhas metálicas, pigmentos e corantes naturais e sintéticos para abastecer os produtores de textos.






