A atuação rigorosa do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) na fiscalização de instituições de ensino continua gerando reflexos diretos nas taxas de empregabilidade e na regularização do mercado de trabalho em Minas Gerais e no Espírito Santo. Um exemplo recente desse ciclo virtuoso ocorreu no Instituto Cecília Meireles, em Belo Horizonte (MG), que contratou a Bibliotecária Adriane Nascimento de Brito (CRB-6/2657) para assumir a gestão de seu acervo, garantindo o cumprimento das normativas legais e elevando o patamar pedagógico da instituição.
A trajetória da profissional na biblioteconomia se iniciou em 2003, quando foi aprovado para realizar a graduação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Movida por uma paixão antiga pelos livros e pelo universo literário, ela também teve como grande espelho profissional a própria irmã, que atuava como Bibliotecária do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, no Distrito Federal.
Tendo 20 anos de experiência no ambiente escolar, Adriane considera de extrema importância a cooperação da biblioteca com a sala de aula. “Enquanto profissional, acho importante que aconteçam projetos literários que estreitam os laços entre a sala de aula e a biblioteca. Os livros contidos no acervo de uma biblioteca podem reforçar e ampliar os conhecimentos contemplados nas aulas”, afirma.
No novo cargo, suas principais atribuições envolvem a organização sistêmica do acervo que abrange a infraestrutura física e a alimentação do catálogo online por meio do processamento técnico.
Com experiência na área pedagógica, a profissional destaca os principais desafios que envolvem a rotina nas instituições de ensino. “Na minha opinião, a formação de leitores no ambiente educacional brasileiro enfrenta desafios estruturais e comportamentais que vão muito além da alfabetização mecânica. Precisamos focar na consolidação de um leitor crítico e autônomo. A leitura deve ser vista como uma prática de construção de sentidos e aprendizagens, e não apenas como mera decodificação de símbolos”, pontua.
Ao avaliar a dinâmica de contratação e o papel do CRB-6, a profissional destaca a importância do Conselho como uma autarquia federal essencial para proteger a sociedade. “A fiscalização realizada regularmente pelo Conselho assegura a qualidade de serviços informacionais na sociedade como um todo, garantindo que a profissão seja exercida por profissionais habilitados e com conhecimentos técnicos”, conclui.




