O Bibliotecário Lucas Alan da Silva (CRB-6/3682) é um dos coordenadores da 1ª Festa Literária de Formiga (FLIFOR), evento que será realizado no dia 26 de julho, a partir das 9h30, na Praça São Vicente Ferrer, em Formiga (MG). A iniciativa é organizada pelo Coletivo Poesia de Rua, com apoio da Prefeitura Municipal, da Secretaria de Cultura e de outras entidades locais.
Natural de Lavras (MG) e tendo vivido em Campo Belo, também em Minas, Lucas é graduado em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde 2021, atua como servidor efetivo nas Bibliotecas Públicas Municipais de Formiga e, desde janeiro de 2025, ocupa a coordenação do Museu Histórico Francisco Fonseca.
A FLIFOR, que chega à sua primeira edição, tem como principal objetivo valorizar os escritores formiguenses, dos mais reconhecidos aos que escrevem em guardanapos. “Sempre pensamos a literatura como expressão cultural e queremos dar visibilidade à produção literária desta parte do Estado”, afirma Lucas. O evento contará com rodas de conversa, intervenções artísticas, apresentações musicais e ações para todos os públicos.
A realização do evento em tempo recorde foi um dos grandes desafios enfrentados pela organização. A estrutura começou a ser montada a partir da premiação conquistada pelo Coletivo Poesia de Rua via PNAB. “A FLIFOR já existia em sonho. Agora, com apoio e mobilização, conseguimos tirá-la do papel”, comenta o Bibliotecário.
Lucas destaca que sua formação em Biblioteconomia tem sido essencial na organização da festa. “Enquanto estudantes da UFMG, temos contato com conceitos de mediação de leitura, cadeia editorial, memória, patrimônio e formação do leitor. Isso, somado às experiências nas bibliotecas públicas e nos conselhos municipais, tem sido fundamental.”
No Museu Histórico Francisco Fonseca, sua atuação tem como foco aproximar o espaço da população formiguense. Logo ao assumir a coordenação, lançou uma pesquisa com os moradores para entender o que eles desejavam ver no local. “Afinal, o museu conta a história deles. A exposição permanente e as ações precisam refletir a sociedade, como um espelho”, afirma.
Além de reposicionar o museu como espaço de cultura viva, promovendo ações como a participação na Noite Mineira de Museus e exposições temáticas, Lucas também tem buscado resgatar histórias invisibilizadas da cidade, como a do Quilombo do Ambrósio e o único enforcamento oficialmente registrado em Formiga, ocorrido na década de 1840.
Sua vivência entre o interior e a capital mineira também moldou sua visão sobre cultura. “Tento unir a cultura de raiz à bagagem que trouxe de Belo Horizonte, onde pude acessar muita informação e diversidade. Há resistência ao novo, mas vamos construindo pontes e alimentando sonhos. Afinal, viver exige uma utopia”, concluiu Lucas.
A programação completa da FLIFOR pode ser conferida aqui.




