
O mês de junho foi de constante trabalho para os Bibliotecários-fiscais do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) Orfila Maria Mudado (CRB-6/756) e Daniel Henrique Silva (CRB-6/3422). Neste período, foram realizadas 97 fiscalizações em nove cidades, resultando em 37 autos de infração e na detecção de 3 escolas sem biblioteca, dois espaços sendo administrados por Bibliotecários sem registro. Além disso, em dois lugares a atuação dos fiscais foi impedida.
As cidades fiscalizadas foram Barbacena, Belo Horizonte, Contagem, Ibiá, Lagoa Santa, Mariana, Nova Lima, Patrocínio e São José da Varginha, todas em Minas Gerais. O presidente do CRB-6, Álamo Chaves (CRB-6/2790), chama a atenção para a fiscalização de cidades de pequeno porte que, segundo ele, mostram a preocupação de que as vistorias cheguem a todos os lugares onde houver denúncias. “Nesse período, nossos Bibliotecários-fiscais estiveram em cidades como São José da Varginha, que tem pouco mais de 5 mil moradores e também em Ibiá, que não passa de 25 mil pessoas. Isso, somado ao grande número de locais visitados, é resultado da nossa ampliação no quadro de fiscais, realizada no começo deste ano , o que deixa claro nossa preocupação de verificar as denúncias que chegam até o Conselho”, reforçou.
Para a diretora técnica e coordenadora da Comissão de Fiscalização do CRB-6, Patrícia Rodrigues Vilela (CRB-6/2215), o reforço na fiscalização levou a uma situação inédita. “Nos meses mais recentes conseguimos fiscalizar mais locais do que o número de denúncias que recebemos. Em junho fiscalizamos quase 100 bibliotecas, mas recebemos apenas 22 denúncias. O problema é que sabemos que existem muitos locais que não cumprem a legislação, mas não somos informados de onde estão. Nossa estrutura fiscalizatória foi ampliada, mas precisaríamos de um volume muito maior de pessoas para fazer o acompanhamento de todas as bibliotecas de Minas Gerais e Espírito Santo, que passam de 900 cidades. De acordo com o Censo de 2010 são mais de 26 mil escolas, entre particulares e públicas, nos dois estados. Por isso, reforçamos sempre para a sociedade que denuncie caso encontre uma biblioteca que não é gerida por um profissional qualificado”, explicou.
De acordo com Patrícia, a falta de novas denúncias pode gerar um problema. “Pode parecer incrível, mas não descartamos que em breve teremos que passar a fazer fiscalizações aleatórias, pois vão faltar locais denunciados para fiscalizar. Tem quem acredite que basta denunciar a situação de uma única escola ou instituição de uma cidade, para que o Conselho consiga ir até lá e cobrir todas as bibliotecas de lá. Não é assim que funciona, porque precisamos identificar em cada cidade quais são os locais que podemos visitar uma vez que o fiscal está lá. Esse planejamento é difícil, tanto nas pequenas quanto grandes cidades”, ponderou.
As bibliotecas que não atendam às exigências legais podem ser denunciadas ao CRB-6 através de nosso site ou pelo e-mail crb6@crb6.org.br.




