Recentemente, fomos lembrados sobre como o racismo estrutural ainda é presente no Brasil. O responsável por essa memória foi o assassinato de João Alberto Freitas, um homem preto, por seguranças da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre/RS. O acontecimento se desenrolou em um espaço cheio de pessoas, como são as universidades.
Segundo dados do Mapa do Ensino Superior 2020, do Instituto Semesp, 36% dos estudantes de instituições de ensino públicas são pardos e 11%, negros. Em comparação a quando estávamos nos graduando há cinco, dez ou vinte anos, essas porcentagens mostram um avanço na diversidade estudantil. Mas, quantos deles se tornam monitores nesses espaços? Eles se sentem confortáveis em transitar pelos corredores sem receio de passarem por situações racistas? Eles precisaram se esforçar mais que pessoas brancas para estarem ali?
Essas questões e outras mais acompanham pessoas pretas diariamente. A universidade foi criada com o propósito de fomentar e compartilhar conhecimento em igualdade. Enquanto houver racismo, isso é impossível. Saiba como ser um agente de mudança:
- Estude continuamente sobre o tema.
- Mude o seu modo de falar. Expressões como “magia negra” e “a coisa ‘tá’ preta” são preconceituosas.
- Tenha paciência para ensinar aos outros sobre comportamentos racistas.
- Reconheça seus privilégios.
- Se importe genuinamente com as demandas das pessoas pretas.
Quantas pessoas pretas estudam ou se formaram com você na universidade?





