O Conselho Regional de Biblioteconomia 6º Região (CRB-6) se dedica diariamente para garantir o cumprimento da Lei Federal n.º 12.244/2010, que visa a universalização das bibliotecas em todas as instituições de ensino do país (públicas e privadas), exigindo a presença de um profissional responsável. Como comprovação desse trabalho, Bibliotecários são contratados para atuar em escolas que estavam irregulares perante a legislação.
A Bibliotecária Marlene Maria Ribeiro (CRB-6/1851) foi contratada por meio de ofício enviado pelo CRB-6 ao Colégio Santo Agostinho, no município de Divinópolis (MG). Formada pelo Centro Universitário de Formiga (UNIFOR-MG), a profissional possui especializações em paradigmas emergentes nos serviços informacionais e metodologia do ensino superior. Em Divinópolis, Marlene Maria passou por diferentes instituições, como a Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis (FACED), Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS) e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), além de uma passagem por uma instituição na área de teologia franciscana.
Atualmente, a Bibliotecária é responsável por atuar na biblioteca do Colégio Santo Agostinho atendendo alunos do maternal até o ensino médio. A mudança de atuação do ensino superior para uma biblioteca escolar exigiu adaptações da profissional. “Sair do rigor acadêmico para o lúdico do maternal onde exigiu ‘trocar meu olhar’. No ensino superior, lidava com a busca pela informação, agora, o foco é a formação do repertório afetivo”, explica.
Nessa nova fase, a profissional já tem planos e iniciativas para implementar em breve. Marlene planeja transformar o momento da leitura em um refúgio de prazer, não de obrigação, realizar contações de história estimulando o desejo de explorar, focando na experiência na memorização da narrativa.
Para os profissionais e estudantes que estão iniciando sua trajetória na educação ou na biblioteconomia, ela deixa um conselho valioso sobre a essência da profissional. “Seja um especialista em entender o que o seu público precisa. Bibliotecas e salas de aula não são depósitos de livros ou alunos, são espaços de convivência. Invista em projetos que promovam a interação dos usuários para capacidade de assumir o papel principal e a responsabilidade pelas próprias escolhas, ações e resultados, agindo com iniciativa e autonomia para uma vida melhor”, afirma.




