Escritor independente já publicou cinco livros de poesia, um de contos e outro de crônicas
Continuando a série de entrevistas em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, esta semana conversamos com o escritor belo-horizontino Edmar “Totem” Alves .
Poeta desde a adolescência, Edmar Alves é professor de História, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Seu primeiro livro, “O nome do ciclo, o ciclo do nome”, uma produção artesanal vendida pelo próprio autor, completa 30 anos de lançamento em 2016. Confira a entrevista:
O que lhe motivou a escrever? O que mais lhe atrai quando escreve: o mundo real ou o imaginário?
Nem sei bem, pois escrevo desde sempre. Talvez a necessidade de registrar a vida, uma vez que tento com a escrita impedir que as coisas virem passado. O mundo real me interessa tanto que acho que o transformo em mundo imaginário.
Dos livros que você leu, que figura literária mais o marcou? Algum autor serviu como inspiração?
Nenhum em especial ou que me lembre agora. Mas, certamente, o que mais me inspirou (e inspira) foi ler poesia concreta. Os irmãos Haroldo e Augusto Campos e Décio Pignatari, além de João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar.
Qual a importância do bibliotecário e da biblioteca para a formação do cidadão? Você frequenta esses espaços? Recorda de algum bibliotecário que contribuiu para o seu gosto pela leitura?
Sempre estudei em escola pública, onde nunca existiu bibliotecário. Por isso, não há nenhum que tenha ficado em minha mente. A biblioteca municipal de Contagem nunca foi minha referência, além de estar situada muito distante da minha casa. As bibliotecas escolares, apesar de pouco atraentes, é que me abasteciam de leitura. O me mais me marcou é o fato de sempre ter tido liberdade para comprar livros – hábito que ainda mantenho.
Sobre a importância do bibliotecário, acredito que este profissional é fundamental! Ao assumir a diretoria da escola em que trabalho atualmente, minha primeira medida foi reinaugurar a biblioteca – cujo projeto era de minha esposa e bibliotecária Marília Paiva –, que estava desativada fazia 10 anos e hoje é frequentada por toda a escola. Não temos bibliotecário lá, mas temos funcionários muito dedicados a manter viva essa biblioteca.
Frequento bibliotecas onde quer que eu vá. E acredito que é um espaço privilegiado de formação de cidadãos livres e conscientes, por oferecer leituras e mediação dessas leituras.
As redes sociais e a internet podem contribuir para o incentivo à leitura?
Sim, contribuem. Não para a leitura em si, pois são quase sempre superficiais e rápidas, mas para levar as pessoas aos livros.
No próximo Boletim Eletrônico, nossa entrevistada será uma autora da capital mineira. Aguarde…





