A trajetória da Bibliotecária Aline Michelle Sima (CRB-6/2645) demonstra como a atuação profissional pode ultrapassar os limites tradicionais das bibliotecas e alcançar espaços estratégicos de gestão. Ela esteve à frente da Direção-Geral do Campus Ribeirão das Neves do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), assumindo o comando da unidade, entre fevereiro e maio de 2026,
Com quase duas décadas de atuação na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Aline ingressou no IFMG em janeiro de 2008. Após atuar por três anos e meio no Campus Ouro Preto, foi transferida para o Campus Ribeirão das Neves, onde construiu uma trajetória marcada pelo envolvimento institucional e pela participação em projetos estratégicos.
Um dos marcos de sua atuação ocorreu em 2012, quando contribuiu para a implantação e coordenação da Rede de Bibliotecas do IFMG, iniciativa que ajudou a fortalecer a integração entre as unidades da instituição e consolidou seu reconhecimento profissional em âmbito nacional.
Ao longo dos anos, sua atuação passou a abranger diferentes áreas da gestão acadêmica. Além das atividades ligadas à biblioteca, Aline assumiu a coordenação de extensão do campus Ribeirão das Neves entre 2024 e 2026, ampliando sua participação em ações voltadas ao relacionamento com a comunidade e ao desenvolvimento institucional.
O reconhecimento dessa trajetória levou ao convite da ex-diretora do campus e do reitor do IFMG, Sr. Rafael Bastos, para assumir interinamente a Direção-Geral da unidade por aproximadamente 80 dias, conduzindo a gestão até a realização do processo eleitoral.
Para Aline, os desafios relacionados à permanência estudantil e à inclusão social exigem a participação de toda a comunidade acadêmica. Segundo ela, os resultados alcançados pelas instituições federais de ensino são construídos coletivamente.
“A permanência e a inclusão no campus perpassam por questões que vão além da minha visão de mundo, além das políticas públicas do governo federal que incentivam a permanência e a inclusão na Educação. Acredito muito no trabalho coletivo, em que os servidores com suas formações pedagógicas possuem um papel elementar nas atividades do IFMG. Minha contribuição é uma pequena peça no trabalho coletivo desenvolvido na instituição. Eu contribuo como posso”, afirma.
Ao refletir sobre sua própria trajetória, a Bibliotecária destaca que os espaços de liderança que ocupou não surgiram exclusivamente de conhecimentos técnicos da área, mas principalmente da capacidade de construir relações, colaborar com diferentes setores e contribuir para o desenvolvimento institucional.
Ela deixa um recado aos Bibliotecários de Minas Gerais e Espírito Santo que desejam trilhar caminhos semelhantes:
“Dentro do IFMG eu ocupei diferentes cargos de liderança que não vieram de habilidades técnicas da biblioteconomia, mas sim de habilidades relacionais, por participar de diferentes comissões, por demonstrar comprometimento e integridade no trabalho, por me envolver na instituição com causas que vão além da biblioteconomia. Não foi por eu estar sentada em minha cadeira catalogando que eu fui percebida na instituição, foi cooperando para o desenvolvimento institucional que eu recebi a confiança dos gestores para ocupar os cargos que ocupei no IFMG. Então, acredito que se uma Bibliotecária ou um Bibliotecário deseja ocupar espaços de liderança, ele precisa se mostrar e se posicionar dentro da instituição para que se torne uma referência dentro da comunidade dos Institutos Federais”, conclui.




