
A Bibliotecária baiana, criada no Espírito Santo e autora da obra Gênio de Penedo já divulgado no Boletim CRB-6, Elijance Marques dos Santos (CRB-6/897ES), lançou recentemente o seu mais novo livro: “Um Robô Amigo”. Escrito durante a pandemia, logo após o lançamento da primeira obra, a publicação é fruto do edital lançado pelo Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura) que contemplou, dentre outras, a literatura infantojuvenil.
A autora revela que resolveu se inscrever após conseguir realizar a publicação do primeiro livro através da Lei Aldir Blanc, pelo edital do Fundo de Cultura do Município: “eu resolvi tentar pela segunda vez com o “Um Robô Amigo” no Funcultura e aí, nesse período de espera, eu comecei a trabalhar em cima do livro. Comecei a lapidar um pouco mais o texto, melhorar. Eu já tinha mandado um esboço para o edital, mas continuei mexendo no texto durante o período de espera”.
Elijance conta que o período de espera se deu devido a atrasos referentes a pandemia e que, depois de finalizar a obra, entrou em contato devido a falta de resultado do edital “demorava muito e eu tinha intenção de que mesmo se eu não ganhasse o edital, faria a publicação desse livro, porque eu acho que a história, na minha visão, é muito boa. Esse era o meu segundo livro, eu tinha interesse de publicar”.
A respeito da ilustração da obra, a autora revela que entrou em contato com um rapaz chamado Maxwell Junior, de quem foi babá na adolescência, para elogiar uma imagem que ele havia publicado na rede social Instagram e que começaram a conversar, “aí deu um estalo: por que não chamar parceiros? Ele, a princípio, se mostrou um pouco receoso, porque nunca tinha feito um trabalho assim. Eu também nunca tinha feito um trabalho assim, foi o meu primeiro livro, mesmo, que ilustraram, então eu não sabia muito como era, não é passar as ideias para outra pessoa ilustrar, mas acabou dando certo. A gente fez muitos ajustes, muitas correções, eu mexi bastante no texto, ele mexeu muito nas imagens a meu pedido, as vezes, ele mesmo encontrava o erro, então nós trabalhamos muito juntos. Esse livro não é só meu, é meu e do Max”.
- Foto de acervo pessoal – Elijance Marques dos Santos
- Foto de acervo pessoal – lançamento do livro “Um Robô Amigo”
Foi através do trabalho em equipe que os personagens foram construídos. A autora revela que “começamos a desenvolver os personagens, o tom de pele, o tipo de cabelo, o que eles vestiriam baseados na personalidade que eu descrevi na história do livro, e assim surgiram nossos personagens”.
A respeito do nome dos personagens, Elijance revela que homenageou o pai com o personagem principal, o João, e a Lisa: “Lisa é amiga do João, ela tem um apelido da minha mãe, que se chama Elisângela, e a gente chamava de Lisa. A gente assim, o pessoal aqui, amigos dela. Então, o João e a Lisa são os nomes dos meus pais e, no livro, são crianças moradoras da região 5”.
Já quando o assunto é a personalidade, a autora revela que baseou nas personalidade de seus alunos “eu sou Bibliotecária Escolar, também sou Bibliotecária e contadora de histórias, além de escritora. Então, a base é a personalidade deles, dos meus alunos de escola, cinco crianças de classe média baixa. E o pai do João é dono do ferro velho e nesse ferro velho, no galpão do ferro velho, o jovem encontra o robô do Zé e aí é que acontece a trama, o desenrolar da história. A gente vai descobrindo de onde você vem, os pensamentos do João, porque a história é narrada em primeira pessoa, o desenrolar de uma amizade entre o João e o robô. A gente vê os medos, os anseios do João, os sentimentos que ele tem, as preocupações”.
A autora diz que tentou deixar a história bem leve e tranquila, mas que, enquanto aguardava o resultado do edital, muitas dúvidas surgiram, muitas preocupações: “e não passando no edital, como é que eu vou pagar? Mas o resultado do edital saiu no final deste ano de 2022 e fui contemplada, graças a Deus. Então, esse livro é financiado pelo Funcultura, meus dois livros publicados foram vencedores de prêmios”.
A respeito do lançamento ocorrido em dezembro, a Bibliotecária conta que aconteceu na Biblioteca Pública de Vila Velha, “ali no Titanic. Foi muito bom, foi um lançamento que eu fiquei muito surpresa positivamente. Nós recebemos o secretário de cultura, outros escritores, alguns amigos, minha família e muitos Bibliotecários. Eles foram em peso, então meus colegas me apoiaram muito. Foi um lançamento super legal, graças a Deus. Meu primeiro lançamento presencial, o outro havia sido lançado durante a pandemia então tive que fazer o lançamento via live. Mas, também, teve um lançamento virtual no canal do YouTube da Prefeitura”.
O prefácio do livro ficou por conta da também Bibliotecária Eliana Terra (CRB-6/657ES).
- Foto de acervo pessoal – Elijance Marques dos Santos
- Foto de acervo pessoal – Elijance Marques dos Santos e Eliana Terra




