A Bibliotecária Maria Aparecida Lima (CRB-6/3175), nomeada pela Câmara Municipal de Ponte Nova, no estado de Minas Gerais, fala da sua paixão pela Biblioteconomia, de um início lúdico em bibliotecas escolares à atuação estratégica na câmara do município, Maria mostra como a profissão vai muito além da organização de livros.
O interesse pela Biblioteconomia surgiu aos 19 anos, enquanto trabalhava em uma biblioteca universitária. A profissional relata de quando teve certeza da carreira que seguiria, “foi ali que tive certeza de estar no caminho certo. Compreendi que a Biblioteconomia ultrapassa as fronteiras das bibliotecas físicas e abrange um vasto campo na gestão da informação. Percebi, de forma concreta, que organizar a informação é, essencialmente, ajudar pessoas a encontrar respostas e tomar decisões”, afirma Maria Aparecida.
Desde que ingressou na Câmara Municipal de Ponte Nova, em 2019, a Bibliotecária tem sido uma agente de transformação. Ela reformulou e reinaugurou a Biblioteca Maria de Abreu em um novo e nobre espaço centenário, criando a “Coleção Ponte Nova” para preservar a memória local, mas também integrou a cultura ao Legislativo. Maria fala de como as pessoas se surpreendem ao descobrirem seu local de trabalho.
“As pessoas se surpreendem especialmente com minha atuação na Câmara. Muitas não imaginam que um Bibliotecário possa ser responsável, por exemplo, pela gestão da qualidade legislativa, garantindo que leis e normas estejam padronizadas, acessíveis, atualizadas e interligadas com clareza. Ainda existe uma percepção limitada do Bibliotecário como alguém que cuida apenas de livros e estantes, mas somos profissionais da informação,” conta a Bibliotecária.
Por fim, a profissional deixa um recado para a população sobre o que é ser um Bibliotecário nos dias atuais. “Gostaria que as pessoas soubessem que ser Bibliotecário é, acima de tudo, trabalhar com pessoas. Atuamos com dados, informações e conhecimento, sempre com o compromisso de tornar esse conteúdo acessível e útil para a sociedade. Ser Bibliotecário é viver um encantamento diário: transformar a informação em caminho, a memória em permanência e a cultura em um abraço coletivo,” conclui.




