Lana Cristina da Silva Pacheco (CRB-6/2055) chegou à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em 2008 como Analista Bibliotecária e, ao longo dos anos, foi moldando uma carreira para além dos muros tradicionais da Biblioteconomia. Ao integrar a Gerência de Educação Corporativa, ela soube adaptar suas habilidades ao novo cenário organizacional, tornando-se peça-chave na capacitação e no desenvolvimento dos colaboradores da empresa.
Em sua trajetória, Lana passou por uma mudança significativa. No início de sua carreira na empresa, em 2008, sua atuação estava focada exclusivamente nas atividades tradicionais de biblioteca, como o atendimento ao público e o processamento técnico de materiais. No entanto, foi a partir de 2019 que sua atuação se expandiu para áreas de educação corporativa.
“Quando entrei na Copasa, a função Bibliotecária era mais voltada para o campo tradicional da Biblioteconomia. Mas, ao longo dos anos, percebi a necessidade de me adaptar e expandir meus conhecimentos. A partir de 2019, comecei a me especializar nas áreas de educação corporativa e de desenvolvimento de pessoas, o que me proporcionou novos desafios e oportunidades”, explica Lana.

Atualmente, como analista especialista, ela coordena programas de capacitação como o Programa de Educação Formal, que oferece subsídios para cursos de pós-graduação e técnicos, e o Programa de Desenvolvimento de Potenciais Líderes, focado em preparar futuros gestores da companhia. Além disso, Lana coordena a pesquisa de clima organizacional e se dedica a garantir a conformidade das normas e padrões dentro da unidade.
Desafios do novo modelo de trabalho
Embora o trabalho de Lana na Copasa seja diversificado, ele vem acompanhado de desafios significativos. Em uma estrutura enxuta, composta por uma Bibliotecária, uma assistente e uma estagiária, Lana precisa equilibrar uma demanda crescente com os recursos limitados de sua equipe. A Copasa, com mais de 7.000 funcionários espalhados pelo estado de Minas Gerais, exige que a biblioteca e os programas de educação corporativa encontrem soluções criativas para garantir a acessibilidade e o engajamento de todos.
“Um dos maiores desafios que enfrento é a gestão do tempo. Como temos uma equipe reduzida e muitos colaboradores, é preciso ser muito eficiente para atender à demanda”, diz. Outro obstáculo é a dispersão geográfica da empresa. Para superar isso, ela e sua equipe criaram soluções como o envio de materiais por malote e a promoção dos serviços da biblioteca em eventos internos, como treinamentos e palestras.
Valorização do Bibliotecário em novos cenários
Lana acredita que o papel do Bibliotecário pode e deve ser valorizado, tanto em ambientes tradicionais quanto em contextos corporativos mais inovadores. “A função de Bibliotecário, em qualquer ambiente, é essencial para o desenvolvimento de pessoas e da organização. Estamos constantemente disseminando conhecimento e apoiando o desenvolvimento profissional, seja através de programas educacionais ou da gestão de acervos”, afirma.

Ela reforça que a valorização do Bibliotecário depende do entendimento do seu papel crucial para o acesso à informação, cultura e educação. No entanto, Lana reconhece que o reconhecimento por parte de todos nem sempre é imediato. “Somos valorizados por aqueles que compreendem a importância do nosso trabalho. Seja em bibliotecas tradicionais ou em ambientes corporativos, o Bibliotecário tem um papel essencial”, conclui.
O papel do CRB-6 na profissão
A Bibliotecária também destacou a importância do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) no fortalecimento da profissão. Para Lana, o CRB-6 tem um papel fundamental no desenvolvimento e organização da classe, mas há uma necessidade de avançar ainda mais em termos de visibilidade. “Precisamos melhorar nosso ‘branding’ como profissionais da Biblioteconomia. O Conselho tem um papel importante nisso, ajudando a tornar nossa profissão mais conhecida e respeitada em diferentes setores”, afirma.
Reinvenção da Biblioteconomia
A trajetória de Lana Cristina da Silva Pacheco ilustra como a Biblioteconomia, longe de ser uma área estática, pode se reinventar e se adaptar às novas exigências do mercado. Ao integrar seu conhecimento em Biblioteconomia com as necessidades da educação corporativa, ela contribui diretamente para o desenvolvimento de uma cultura de aprendizado contínuo na Copasa.
Sua experiência reflete uma nova era para os Bibliotecários: profissionais que são fundamentais para o sucesso das organizações, não apenas na gestão de acervos, mas também no desenvolvimento de pessoas e na construção de um ambiente de trabalho mais eficiente e inovador.




