Ter contato com a literatura desde os primeiros anos de vida é fundamental para o desenvolvimento humano. Em um período crucial para a formação da criança, a gestão profissional da biblioteca escolar infantil garante que o espaço seja um laboratório de descobertas e não apenas um depósito de acervos.
A Bibliotecária Janaina Azinaro (CRB-6/571ES), que atua na instituição Uirandê Educação Infantil, na cidade de Vitória no Espírito Santo, fala da sua experiência trabalhando com crianças em fase de desenvolvimento e da importância do contato com os livros nessa idade. “O contato com as histórias, seja através de contação ou da exploração dos livros, ajuda a criança a reconhecer emoções, desenvolver empatia e lidar com conflitos. Também é importante criar um ambiente estético lúdico, porque o espaço mais que tudo, precisa ser acessível e acolhedor, isso favorece a autonomia, curiosidade e expressão”, afirma.
Além disso, “tem uma atividade que considero importante, para o desenvolvimento e aprendizado das crianças nessa faixa etária de 2 a 5 anos: conhecer o livro com ele nas mãos, passar as páginas, entender o que é o livro , os personagens que ‘moram’ nos livros. Trabalhei a educação de usuário, com uma história que inventei: ‘A abelha que perdeu a casa’, que narra as desventuras de uma abelha que morava num lindo livro, mas ele foi rasgado e ela perdeu a casa. Funcionou! As crianças começaram a entender que livro também é uma casa”, complementa.
Em instituições menores, o profissional não atua somente organizando o acervo, mas é uma peça chave para a mediação individualizada, apoio pedagógico e inclusão. A gestão das bibliotecas para crianças em idade pré-escolar exige uma abordagem lúdica e pedagógica que somente um Bibliotecário detém.
O trabalho da Bibliotecária Janaina, e de tantos outros profissionais na Educação Infantil, prova que a formação de leitores não é apenas responsabilidade da escola. O incentivo por parte dos pais e familiares também é uma peça-chave para despertar o interesse pela leitura e garantir que os benefícios da biblioteca se estendam para o lar.
A profissional fala qual a estratégia central para envolver os pais nessa rotina de leitura. “A estratégia central é criar pontes constantes entre a biblioteca e a família. Isso inclui dar sugestões de leitura adequadas à idade dentro da própria biblioteca, organizar eventos familiares (contações e feiras literárias) e manter comunicação simples e regular com dicas práticas. Quando os responsáveis entendem como e por que ler com as crianças, eles se engajam mais — e o hábito de leitura se fortalece desde cedo no ambiente doméstico”, conclui.




