O Bibliotecário Fábio Massanti Medina (CRB-6/629ES), diretor da Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), defendeu uma dissertação de mestrado que analisa o papel das tecnologias assistivas na promoção da inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior. O trabalho, intitulado “A Tecnologia Assistiva como Política Pública de Educação Inclusiva”, propõe soluções práticas para tornar o acesso à informação mais equitativo dentro das universidades.
A escolha do tema surgiu da experiência do Bibliotecário com as dificuldades enfrentadas por estudantes com deficiência. “A escolha do tema ocorreu pela necessidade de desenvolver um trabalho que pudesse contextualizar as ações voltadas à acessibilidade. Durante toda a minha trajetória profissional, essa temática esteve presente em diferentes momentos, permitindo-me observar de perto os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência para terem acesso aos seus direitos, que são garantidos por lei, mas muitas vezes desrespeitados”, afirma Fábio.
A inquietação levou à criação do Laboratório de Acessibilidade Informacional e Inclusão (LAII) da UFES, espaço que se tornou o foco da pesquisa. O estudo aponta que, apesar da existência de políticas públicas voltadas à inclusão, as universidades ainda enfrentam barreiras de diferentes naturezas — arquitetônicas, atitudinais e metodológicas — que dificultam a plena participação de pessoas com deficiência na vida acadêmica.
Para o pesquisador, promover a inclusão vai além de garantir acessos físicos: envolve uma mudança de mentalidade institucional. “Para promover a inclusão, é preciso, primeiramente, trabalhar a conscientização de que as pessoas com deficiência devem receber tratamento igualitário e digno. Institucionalmente, isso implica planejar e executar ações e projetos acessíveis a todos, desde a infraestrutura física dos campi até os sistemas e sites institucionais, que devem ser compatíveis com leitores de tela e outros recursos assistivos”, revela.
Além disso, Fábio afirma ser “fundamental criar espaços de escuta para compreender as necessidades reais das pessoas com deficiência e oferecer condições para que concluam seus cursos com êxito, avancem para a pós-graduação e participem de projetos de extensão, pesquisa e outras atividades universitárias”.
Por fim, segundo o Bibliotecário, “é necessário garantir a permanência das pessoas com deficiência no ensino superior e promover seu desenvolvimento pessoal e profissional, transformando a universidade em um modelo de educação inclusiva capaz de inspirar outros setores da sociedade”.
Em reconhecimento à relevância da pesquisa, o Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) parabeniza o Bibliotecário Fábio Massanti Medina pela contribuição à área e pelo compromisso com uma Biblioteconomia mais inclusiva e socialmente transformadora.




