O Sindicato dos Empregados em Editoras de Livros (SEEL) publicou comunicado em que denuncia a editora Pearson de estar desativando unidades e reduzindo drasticamente seu quadro de funcionários após fusões e incorporações sem aceitar negociar reaproveitamento ou transferências.
O comunicado é o seguinte:
“A editora Pearson foi incluída há algum tempo no ranking Global do Mercado Editorial. Segundo dados dos especialistas neste nicho, a editora fatura algo em torno US$ 4,4 trilhões no mundo. Um lucro e tanto, não é? Pois também é impactante o modo como a mesma empresa trata os seus funcionários aqui no Brasil. Infelizmente, o impacto ao qual nos referimos é negativo para o mundo do trabalho.
Em virtude da fusão com outros grupos editoriais, a Person já protagonizou, há alguns meses, um episódio de fechamento de uma unidade inteira em Ribeirão Preto, sem atribuir a menor importância ao seu quadro de funcionários, responsáveis pela manutenção do negócio.
Na semana passada, os trabalhadores da unidade no bairro do Limão foram surpreendidos com a mesma notícia de que aquela filial será fechada em maio deste ano. Todos os funcionários serão demitidos, incluindo os representantes da CIPA e um dirigente sindical. Isso mesmo, um dirigente cuja Constituição garante estabilidade no emprego. Mas a Pearson parece não se importar muito com direitos que não sejam os seus.
A direção do SEEL não pode ficar inerte diante de tamanha afronta aos direitos dos trabalhadores, e tomará as devidas providências para o caso, segundo o que nos assegura a legislação. O que nos intriga ainda mais é o fato de a empresa agir de modo arbitrário e nem abrir um canal de diálogo com o sindicato para que, juntos, pudéssemos pensar em alguma alternativa viável para preservar esses trabalhadores que se dedicaram ao negócio do livro.
É importante ressaltar que nos causou o estranhamento o fato de não ter havido sequer uma oferta de transferência de local de trabalho, considerando a existência da unidade Santa Marina, em São Paulo, ou na unidade de Campinas, o provável destino para aonde serão transferidas as operações da unidade que será fechada. Quantos empregos ainda serão sacrificados em detrimento das fusões em que só os empresários lucram?”
Fonte: SEEL




