
A Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (ECI/UFMG) tem 70 anos de história, com professores renomados, alunos formados e gestões que trouxeram inovação para os cursos de graduação em Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, e de pós-graduação em Ciência da Informação e Gestão e Organização do Conhecimento. Eduardo Valadares e Jezulino Braga agora são os profissionais à frente de toda essa história.
No dia 2 de julho, Valadares e Braga, respectivamente diretor e vice-diretor da ECI/UFMG, tomaram posse em conferência on-line. A alegria e emoção de ambos foram compartilhadas pela reitora da Universidade, Sandra Regina Goulart Almeida, e por outros participantes do evento.
Entusiasmado pelos desafios dos próximos quatro anos, Valadares, que foi o primeiro delegado regional do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) no estado capixaba, falou sobre o que os alunos, corpo docente e demais colaboradores da ECI/UFMG podem esperar da nova diretoria.
Jezulino Braga à esquerda e Eduardo Valadares à direita / Fotos: Arquivo Pessoal
CRB-6 – Quais serão os principais objetivos da gestão da nova diretoria?
Valadares – “O primeiro objetivo é organizar a retomada das aulas presenciais. Quando pensamos em metas, temos várias! Com base no planejamento estratégico que vamos desenvolver para os próximos quatro anos, queremos focar na participação da comunidade acadêmica para que a gestão seja a mais democrática possível. Além disso, buscamos estar perto da sociedade em geral e das entidades de classe. Essa parceria é muito importante para os alunos aprenderem mais sobre a profissão e para ressaltar a importância das instituições. Outro ponto é a necessidade de continuar inovando os cursos. Os aspectos tradicionais das profissões da ECI/UFMG são superimportantes, mas é preciso observar o que está sendo demandado pelo mercado de trabalho atualmente”.
CRB-6 – O ensino continua remoto, ainda sem previsão para a volta. Vocês planejam implantar projetos para aproximação com os alunos, principalmente os calouros?
Valadares – “É uma questão complexa, porque precisamos seguir as recomendações da Secretaria de Saúde. No momento, estamos no nível um de ocupação do prédio, em que apenas 20% do público, contando alunos, professores, entre outros, podem estar presentes. Atualmente, frisamos a continuidade das atividades de recepção dos calouros por meio de lives, assim como manter o contato remoto com os outros alunos. Também temos a proposta de desenvolver um fórum bianual ainda em 2021 para integrar os estudantes de todos os cursos da ECI/UFMG”.
CRB-6 – Ensino remoto, corte de verbas… Quais são os outros desafios da nova diretoria?
Valadares – “O grande desafio que enfrentamos é o corte de verbas, colocado primeiro pelo teto de gastos durante o Governo do Michel Temer. Ainda assim, a reitoria tem trabalhado para manter o orçamento que tínhamos desde esse acontecimento. Outra questão é a estrutura do prédio da ECI/UFMG. Precisamos fazer algumas restaurações e mudanças para melhorar a acessibilidade e condições sanitárias exigidas devido à pandemia. A integração dos cursos e a reposição de professores também entram nessa lista”.
CRB-6 – Como a nova diretoria tratará questões ligadas a grupos minoritários?
Valadares – “A ECI/UFMG tem um espaço de acolhimento da comunidade LGBTQI+ natural. As pessoas gostam de ficar no prédio por ele ser um local onde a diversidade é respeitada. Acho importante adicionarmos assuntos relativos aos grupos minoritários aos currículos dos cursos para que debates positivos sejam fomentados”.






