No dia 6 de novembro de 2025, após 40 anos da conclusão do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as formandas de 1983 – 1985 se reuniram para celebrar as quatro décadas da turma. O encontro, realizado na Vianney, uma tradicional casa de pães em Belo Horizonte, reuniu profissionais que marcaram a trajetória na área e reviveram a história construída desde a formação.
Estiveram presentes as Bibliotecárias Adriana Bizzotto Túlio (CRB-6/1228), Adriana Cioglia Pereira Diniz, Ana Lúcia Anchieta, Drusilia Mattos Braga, Flávia Filomena Rodrigues da Matta, Juliana Moreira Pinto, Lúcia Regina Costa Reis de Barros, Márcia Meireles de Melo, Margarida Maria Magdalena do Nascimento, Maria do Socorro Aureliano Pereira, Maria Lúcia de Melo (CRB-6/1245), Maria Luíza Galindo, Mariza Cristina Torres (CRB-6/1111), Nívia de Almeida Lima e Soraia das Graças Martins.
A Bibliotecária Mariza fala dos desafios que enfrentou quando recém-formada. “Para quem se formava em Biblioteconomia no começo dos anos 80, o grande desafio era encarar um mercado ainda pouco estruturado. Muitas bibliotecas tinham poucos recursos, funcionavam com equipes pequenas e dependiam quase totalmente de processos manuais. Era comum a recém-formada precisar ‘fazer de tudo um pouco’ — organizar o acervo, atender o público, cuidar da rotina administrativa — enquanto aprendia a lidar com os primeiros sinais de informatização, que começavam a aparecer e ainda geravam muita incerteza”, afirma.
Durante o reencontro, as Bibliotecárias revisitaram mudanças que atravessaram o campo da informação nas últimas quatro décadas: a transição dos catálogos em fichas para os sistemas online, a ampliação dos acervos digitais, a consolidação da era da informação e, mais recentemente, a experiência do trabalho remoto impulsionado pela pandemia do coronavírus. Todas essas transformações moldaram a prática profissional e ampliaram o alcance do trabalho das Bibliotecárias na sociedade.
Nos anos 80, a tecnologia, apesar de ainda ser vista como um futuro distante, já alimentava a esperança de revolucionar o trabalho nas bibliotecas. A expectativa era de que ela traria maior agilidade, substituindo os tradicionais fichários de papel, otimizando a organização dos acervos e simplificando consideravelmente a busca por informações.
Para Mariza, “mesmo com todas as transformações tecnológicas que chegaram ao longo das décadas — dos fichários de papel aos sistemas digitais, da internet à inteligência artificial — a essência da Biblioteconomia continuou a mesma. O que nunca mudou foi o compromisso com as pessoas: garantir que a informação circule, chegue a quem precisa e faça diferença na vida real. Permaneceu também a ideia de que o Bibliotecário não é apenas um organizador de acervos, mas alguém que media acessos, abre caminhos e cria possibilidades. A tecnologia virou ferramenta, mas não substituiu o olhar humano, o senso de responsabilidade, a ética e o cuidado em entender contextos, necessidades e histórias,” conclui.




