O conceito tradicional de biblioteca, historicamente associado ao silêncio das salas de leitura e às fileiras de livros impressos, ganha uma roupagem disruptiva e altamente social no município de Governador Valadares, no estado de Minas Gerais. A Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) conta com uma “Biblioteca das Coisas”. A iniciativa propõe um modelo de consumo consciente e economia compartilhada, suplementando o empréstimo de livros com objetos úteis do cotidiano.
Em vez de comprar um item que será pouco utilizado, o cidadão pode pegá-lo emprestado na Biblioteca das Coisas. O acervo diferenciado é composto por uma grande diversidade de ferramentas e utilidades cotidianas, como carregadores, tablets, materiais de papelaria e fones de ouvido. A Bibliotecária responsável pela instituição, Ísis Carolina Garcia Bispo (CRB-6/3804), fala da iniciativa que deu origem ao projeto.
“A iniciativa surgiu com o objetivo de disponibilizar aos usuários itens não convencionais que pudessem apoiar o processo de ensino e aprendizagem. A ideia foi implantada pela Bibliotecária Carolina Cândido Pereira (CRB-6/3442), que, à época, era coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UNIVALE. Inspirada em experiências bem-sucedidas de outras bibliotecas que já ofereciam esse tipo de serviço, ela propôs a implementação do modelo na instituição, ampliando as possibilidades de acesso a recursos informacionais e educacionais para a comunidade acadêmica”, afirma.
A Biblioteca das Coisas exige uma engenharia de gestão complexa, onde a presença do Bibliotecário é o grande diferencial para o sucesso do projeto. Segundo Ísis, “os principais desafios estão relacionados ao gerenciamento do processo de empréstimo e devolução dos objetos, garantindo o controle da circulação e a preservação dos itens. Para isso, é fundamental adotar boas práticas de gestão, estabelecer normas claras de uso e promover a conscientização dos usuários quanto à utilização responsável e à importância da conservação desses materiais”, conclui.




