Acompanhe as principais publicações da presidência, conselheiros e parceiros do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região (CRB-6) na imprensa.

Rádio América entrevista Presidente do CRB-6

Álamo Chaves (CRB-6/2790) participou do programa “Tarde Viva” em entrevista sobre o assunto do momento: o Enem. Em uma conversa descontraída, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região de Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) deu dicas para se preparar para o teste que possibilita o acesso a instituições de ensino públicas e particulares.

O presidente concederá outras entrevistas em breve. Acompanhe todas elas pelos nossos boletim, site e redes sociais.

19ª Gestão do CRB-6.

Perfil do Presidente Álamo Chaves.

PRESIDENTE DO CRB-6 DÁ NOVAS

ENTREVISTAS A RÁDIO AMÉRICA

Mais uma vez, Álamo Chaves conversou sobre um assunto que o move: a educação. No dia 18 de janeiro, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo se aprofundou nas variáveis que cercam o Enem.

O bate-papo no programa “Manhã América” rendeu reflexões sobre a prova e conselhos aos estudantes.

Dois dias depois, em 20 de janeiro, Álamo foi novamente convidado pela Rádio para participar da atração “Falando de Vida”. O tema da vez foi a importância da leitura na formação cidadã.

A Rádio América

A emissora foi criada em 1955, pela Arquidiocese de Belo Horizonte, integrando a Rede Catedral de Comunicação Católica. A rádio é uma das estações mineiras mais tradicionais, sendo referência na frequência AM há décadas. Em 2015, a emissora foi definida como rádio da padroeira do estado: Nossa Senhora da Piedade.

A programação da Rádio é pautada pelos pilares de educação, cultura, evangelização e prestação de serviços.

Relembre a primeira entrevista do Presidente Álamo para a Rádio América.

CONSELHEIRA DO CRB-6 FALA SOBRE O DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS À RÁDIO AMÉRICA

Ana Clara Ribeiro Rocha (CRB-6/3235) representou Álamo Chaves (CRB-6/2790), Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), no programa “Tarde Viva”, da Rádio América.

Além de abordar a relação entre primeiros passos no mundo dos livros e as histórias em quadrinhos, Ana Clara destacou a relevância do bibliotecário na escola e a sua parceria com os pais dos alunos, professores e equipe pedagógica em geral.

Mais entrevistas

No início de janeiro, o Presidente do CRB-6, Álamo Chaves (CRB-6/2790), participou da mesma atração da Rádio América. O assunto do dia foi diferente: o Enem. Após um bate-papo cheio de dicas e reflexões direcionadasaos estudantes, Álamo foi convidado mais duas vezes para conversas na emissora, pautando também a área que o move: a educação.

Rádio América entrevista Presidente do CRB-6.

Presidente do CRB-6 dá novas entrevistas à Rádio América.

GERENTE DO CRB-6 FALA SOBRE CLÁSSICOS DA LITERATURA PARA A RÁDIO AMÉRICA

Fernanda Alvarenga de Assis (CRB-6/2220) teve que mergulhar nos montes de livros assinados por Graciliano Ramos, Cecília Meirelles, entre outros escritores, para prestar a segunda fase do vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1998. A leitura a levou ao curso de Biblioteconomia e a longevidade do seu amor pela literatura.

Um final feliz, não? Nem todo mundo pensa assim, como mostrou a repórter Janaína Rejjane no bate-papo, que teve como pontapé o comentário recente do youtuber Felipe Neto, no Twitter: “Forçar adolescentes a lerem romantismo e realismo brasileiro é um desserviço das escolas para a literatura. Álvares de Azevedo e Machado de Assis NÃO SÃO PARA ADOLESCENTES! E forçar isso gera jovens que acham literatura um saco”.

A conversa passou pela relevância de obras clássicas para as crianças na escola; a didática literária presente nas salas de aula e a certeza de que “Independentemente da geração, autores como Machado de Assis sempre serão importantes em nossa cultura”, como afirmou Fernanda durante a atração.

Mais entrevistas

No início de janeiro, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), Álamo Chaves (CRB-6/2790), participou do mesmo programa na Rádio América e o assunto foi diferente: o Enem. Após um bate-papo com dicas e reflexões para estudantes, Álamo foi convidado mais duas vezes para conversas na emissora, pautando também a área que o move: a educação.

Rádio América entrevista Presidente do CRB-6.

Presidente do CRB-6 dá novas entrevistas à Rádio América.

A Conselheira Suplente Ana Clara Ribeiro Rocha (CRB-6/3235) foi mais uma representante do Conselho na mesma rádio. A bibliotecária tratou da importância das histórias em quadrinhos na inserção à leitura, no dia nacional do tipo literário.

Conselheira CRB-6 fala sobre o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos à Rádio América

JORNAL HOJE EM DIA ENTREVISTA

PRESIDENTE DO CRB-6

 

 

O Dia Nacional dos Quadrinhos, no último dia 30, levou Álamo Chaves (CRB-6/2790) novamente às páginas dos jornais. Dessa vez, para falar sobre os gibis que, ainda, são pouco reconhecidos como ferramenta importante na alfabetização.

Na entrevista, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) lamentou o uso escasso das HQs em salas de aula e aconselhou os professores a apresentarem histórias em quadrinhos aos alunos: “No caso das crianças, elas são muito atraídas pelo visual. Elas batem o olho num gibi e podem nem ler o que está escrito, mas conseguem entender o que estão vendo. É o que chamamos de letramento informacional. A gente imagina que, a partir dos quadrinhos, elas passem mais facilmente para outros tipos de literatura”, observa Álamo.

Leia a matéria completa abaixo.

 

Histórias em quadrinhos são um estímulo à leitura

 Paulo Henrique Silva

Repórter do Jornal Hoje em Dia

 

Foi num dia 30 de janeiro de 1869 que o desenhista italiano Angelo Agostini, radicado no Brasil, publicou as impressões de um caipira recém-chegado à cidade grande. “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte” entrou para a história como o primeiro quadrinho do país.

Logo vieram as primeiras “bandas desenhadas” (como os gibis são conhecidos em Portugal) 100% nacionais, entre elas “O Tico Tico” (1905), “O Gibi” (1939) e “A Turma do Pererê” (1960), chegando ao auge do sucesso com os personagens da Turma da Mônica, criação de Mauricio de Sousa que ultrapassou as fronteiras do país.

Apesar da importância que as revistas em quadrinhos ganharam nas últimas décadas, revestidas de um caráter cult e atingindo grande número de leitores adultos, elas ainda são muito estigmatizadas – não são todas as bibliotecas que contam com gibis em seu acervo; quando têm, são poucos exemplares.

“Quadrinho não é inferior à literatura tradicional. Ele é diferente”, salienta Álamo Chaves, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia para a 6ª Região, que envolve Minas Gerais e Espírito Santo. Ele lamenta a falta de incentivo de professores para o uso de histórias em quadrinhos em sala de aula.

Além da estigmatização, Chaves afirma que existe uma certa dificuldade de compra de gibis por parte das bibliotecas, devido à prioridade de venda em bancas. “Se não for um esforço do bibliotecário ou da equipe da instituição, o aluno acaba ficando sem acesso a eles nas escolas”.

Chaves assinala que os quadrinhos são um ponto de partida para a leitura, tanto para crianças como para adultos. Pelo fato de usarem muitas imagens e um linguajar que, normalmente não se faz presente na literatura tradicional, estabelecem um maior interesse das pessoas para o hábito da ler.

“No caso das  crianças, elas são muito atraídas pelo visual. Elas batem o olho num gibi e podem nem ler o que está escrito, mas conseguem entender o que estão vendo. É o que chamamos de letramento informacional. A gente imagina que, a partir dos quadrinhos, elas passem mais facilmente para outros tipos de literatura”, observa.

Para ele, o quadrinho une leitores completamente diferentes no que ele chama de mundo paralelo. “Você pode  colocar  pessoas de realidades sociais diferentes numa mesma sala, para falar de um quadrinho que gostam, e vai parecer que elas se conhecem desde sempre”, registra o presidente.

Como eles sabem muito sobre um determinado personagem, a impressão é de que vivem numa outra dimensão. ‘Talvez as pessoas que não gostam enxerguem as revistinhas como algo menor, menos importante que a literatura tradicional. Entre um gibi e um romance de Machado de Assis, na dúvida você dará o segundo de presente para alguém que não conhece”.

IMPRENSA REPERCUTE ENTREVISTA

DO PRESIDENTE DO CRB-6

As instituições de ensino foram um dos primeiros espaços a serem fechados após a chegada da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Professores, alunos e todos os outros colaboradores se readequaram a essa nova realidade que completa um ano neste mês. Após 365 dias, como estar novamente nas salas de aula e bibliotecas?

Para o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo, Álamo Chaves (CRB-6/2790), “O Bibliotecário precisa garantir as medidas de proteção coletivas e individuais mínimas nas bibliotecas – como implementar a aferição da temperatura de servidores, estudantes e colaboradores, assegurar a ventilação do ambiente e disponibilizar meios para que os usuários possam higienizar suas as mãos com água e sabão, ou com álcool em gel 70%, além de assegurar o uso permanente de máscaras de proteção e o distanciamento social”.

As orientações de Álamo não param por aí, confira cada uma delas nos sites abaixo:

Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB)

Notícias Concursos

Portal SEGS

Presidente do CRB-6 fala à Rádio América

Álamo também foi o escolhido para falar sobre aulas pós-pandemia no programa “Tarde Viva”. O bate-papo cheio de dicas passou pelas normas da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate ao coronavírus até a importância em continuar renovando o ambiente e técnicas implantadas nas bibliotecas.

As falas conversam com a entrevista dada ao CFB. Leia o texto na íntegra.

Por Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB)

Bibliotecários se preparam para a volta às aulas

Profissionais se adaptam para o retorno das atividades de mais um ano letivo atípico devido à pandemia de Covid-19 Os bibliotecários são profissionais que buscam pautar suas ações baseadas em orientações advindas de diretrizes científicas. O principal documento norteador dessas ações é o protocolo de biossegurança elaborado por equipes multidisciplinares da área da saúde e pelas autoridades sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde, as secretarias de saúde, além de prefeituras e governos estaduais. De acordo com Álamo Chaves (CRB-6/2790), Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), o bibliotecário precisa garantir as medidas de proteção coletivas e individuais mínimas nas bibliotecas – como implementar a aferição da temperatura de servidores, estudantes e colaboradores, assegurar a ventilação do ambiente e disponibilizar meios para que os usuários possam higienizar suas as mãos com água e sabão, ou com álcool em gel 70%, além de assegurar o uso permanente de máscaras de proteção e o distanciamento social. “Acrescento, ainda, a necessidade de uso de equipamentos de proteção individual pelos funcionários das bibliotecas – como avental impermeável, óculos e/ou protetor facial, gorro, máscaras descartáveis, luvas, e também a necessidade de adquirir equipamentos de higienização de livros e assepsia de instrumentos de trabalho”, orienta. Segundo a bibliotecária Marcelly Chrisostimo, o preparo e planejamento começou muito antes da liberação para o retorno às aulas presenciais. “Ao longo dos meses, foi possível observar a grande rede de colaboração e compartilhamento de informações que a classe formou em prol de levantar materiais bibliográficos, estudos de caso e, principalmente, fontes de informações confiáveis para fundamentar a elaboração de protocolos de reabertura que contemplariam as medidas necessárias para possibilitar a reabertura e minimizar o risco de contágio”, conta. Para Elani Araújo, bibliotecária escolar infantil, os profissionais que atuam com a educação de crianças e jovens vivem uma realidade bem desafiadora, como a construção do protocolo de biossegurança. “Foi algo bastante complexo, pois tivemos de repensar sobre tudo à nossa volta e sobre nossas atividades, baseados em outros protocolos já pré-estabelecidos pelas organizações de saúde, estado, cidade e instituição”, explica. “Com a aprovação deste documento norteador, me senti mais segura para retornar presencialmente com a prestação de serviços, uma vez que a instituição nos ofereceu o que era necessário, os colaboradores estavam treinados e as famílias estavam colaborando informando as crianças sobre as novas rotinas e possíveis adaptações”, conta Elani que trabalha na rede privada de ensino em Teresina, Piauí. Os bibliotecários deverão determinar procedimentos de segurança baseados nas orientações estabelecidas nos protocolos. “Um exemplo é a limpeza da biblioteca, que deverá ser reforçada, e a desinfecção de livros emprestados durante a quarentena. Evidentemente, os bibliotecários deverão estabelecer novas rotinas de uso dos espaços das bibliotecas – o que implicará em menos usuários simultâneos – e o treinamento constante da equipe”, diz Álamo Chaves.

Ações e projetos criativos durante a pandemia

Praticamente todas as bibliotecas do país estão se adequando para retomar paulatinamente os serviços presenciais. Em determinado momento, os indicadores sanitários irão se restabelecer e possibilitar esse retorno dos trabalhos. Entretanto, vários projetos e ações surgiram durante a pandemia, com o objetivo de continuar o papel da biblioteca de forma virtual, por exemplo. Por conta das restrições de uso de ambientes compartilhados e do acesso livre às estantes, houve um movimento importante e necessário das bibliotecas para além do espaço físico. De acordo com Marcelly, há relatos de bibliotecários que passaram a ir até as salas de aula (presencial ou virtual) para sessões de contações de histórias e auxílio nas pesquisas escolares. E, claro, além dos esforços incontáveis para garantir que os livros continuassem circulando e os alunos continuassem lendo como drive-thru literário, clube do livro (virtual ou nas salas de aula), gamificação, feiras do livro virtuais e inúmeras atividades adaptadas às novas condições. “Eu acredito que a inovação não é necessariamente a criação de algo novo, mas, sim, a combinação de elementos já existentes propondo melhorias e uma pitada de essência”, diz a bibliotecária Marcelly Chrisostimo. Um bom exemplo é o comunicado de reabertura da biblioteca e seus serviços por meio de autores convidados, informa a bibliotecária Elani Araújo. “Entramos em contato com alguns autores e pedimos para eles lerem um pequeno texto informativo, avisando sobre o retorno das atividades da biblioteca, nas redes sociais da escola. Estamos tendo um bom feedback”, afirma. “Vale ressaltar que, pela minha experiência, os alunos têm nos surpreendido com a postura madura e colaborativa a esse ‘novo normal’. Então, por isso, os vejo muito mais abertos às atividades propostas”, relata Elani. O Presidente do CRB-6, Álamo Chaves, cita o caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiu mais de R$2 milhões na assinatura de plataformas multidisciplinares de livros digitais para suprir as demandas do ensino remoto. “A UFMG adotou um sistema de atendimentos de forma agendada: o usuário que precisa de um material bibliográfico, como por exemplo, um livro, agenda o empréstimo daquela obra pelo sistema de gestão, disponível no site da biblioteca, e comparece no dia e horário agendados para buscar o material. Todos os funcionários das bibliotecas da UFMG foram treinados para atender seus usuários de forma remota e também para prestar apoio no uso das bases de dados assinadas”, explica. Estratégia parecida foi adotada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), que também assinou bases de dados que possibilitam o acesso a quase 20.000 obras. “Uma das plataformas assinadas disponibiliza ferramentas de marcação de texto, páginas e anotações e listas de leitura, além de várias funcionalidades, dentre elas, cartões de estudo, metas de leitura, leitura off-line, impressão de páginas, resenhas, possibilidade de compartilhar citações e trechos interessantes nas redes sociais e text to speech – uma ferramenta de acessibilidade para alunos surdos”, conta Alamo.

Outros projetos de destaque

O presidente do CRB-6 cita outros projetos de destaque desenvolvidos durante a pandemia. Saindo da esfera universitária, Alamo dá o exemplo da Biblioteca Central de Ideias do Instituto Usiminas, na qual os usuários podem realizar o empréstimo de livros por meio de “delivery”. Esse sistema consiste em um motoboy entregar aproximadamente 40 livros solicitados por semana na casa de 20 usuários. E, após duas semanas, o motoboy busca os livros nas casas dos leitores. O acervo de obras da biblioteca está disponível no site da instituição e o usuário também pode fazer contato por e-mail ou telefone. Ou seja, a biblioteca criou uma forma de atender seus usuários sem que eles precisem comparecer presencialmente para realizar o empréstimo. Outra instituição, segundo Alamo, que tem realizado um trabalho interessante na comunidade em que está inserida é a Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, de Vitória (ES), que criou uma versão virtual do projeto “Viagem pela Literatura”, no qual, semanalmente, contadores de histórias trazem uma nova narrativa para que os pais possam ouvir e interagir de forma lúdica com as crianças. O projeto visa incentivar a prática da leitura, além de estimular a imaginação e a criatividade das crianças durante o período de isolamento social. Temos também a Biblioteca Pública de Araxá, na qual o usuário pode interagir e solicitar serviços de forma autônoma. De acordo com Alamo, o acervo é totalmente informatizado e está disponível no site da prefeitura da cidade. O usuário pode consultar a obra pelo site e solicitá-la por um número de WhatsApp. Dessa forma, a biblioteca proporciona que o usuário usufrua dos principais serviços oferecidos, de modo a evitar aglomerações durante o período da pandemia.

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA SOBRE

VOLTA ÀS AULAS À RÁDIO AMÉRICA

Álamo Chaves (CRB-6/2790) abordou as variáveis relativas à retomada aos espaços físicos de instituições de ensino no programa “Tarde Viva”. O bate-papo perpassou as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o novo coronavírus e a importação da renovação nas bibliotecas.

Leia.

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA À

RECORD SOBRE CLUBE DE LIVROS

Álamo Chaves (CRB-6/2790) abordou como a tecnologia pode ser utilizada para manter conexões literárias durante a pandemia do novo coronavírus. Nas palavras do principal representante do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), “as pessoas que estão em casa precisavam buscar novas formas de adquirir conhecimento e os materiais virtuais foram a solução para isso”.

Assista.

PRESIDENTE DO CRB-6 ESCREVE PARA

O ESTADO DE MINAS SOBRE

INVESTIMENTO EM BIBLIOTECAS

 

 

Álamo Chaves (CRB-6/2790) conseguiu escapar das armadilhas de frases clichês, como “Um país sem educação não tem futuro”, baseado em dados que comprovam a importância da leitura no desenvolvimento dos alunos. Principalmente, daqueles matriculados em instituições de ensino públicas.

Pelos parágrafos, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) cobrou ação dos vereadores em prol da educação, destacou os benefícios das bibliotecas e citou a aprovação recente do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que aumentou a quantidade de recursos que deverá ser repassada aos estados e municípios.

Para Álamo, os governantes têm muitos desafios frente à pandemia da COVID-19, mas a educação também é essencial para a saúde do sujeito.

Leia o artigo na íntegra.

Recursos do Fundeb para investimentos em bibliotecas

Por Álamo Chaves

Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6)

Há pouco mais de um mês, os 41 vereadores eleitos em 2020 para compor a Câmara Municipal de Belo Horizonte deram início às suas atividades parlamentares. Em uma conjuntura envolvendo crises econômica e sanitária, sabe-se que o desafio deles é enorme. Contudo, por mais árdua que seja a tarefa de legislar neste momento, determinadas pautas, como a educação, não podem ser deixadas de lado. 

Em meio a tantas metas planejadas pelo Plano Nacional de Educação – diretrizes para o desenvolvimento nacional, estadual e municipal da educação -, uma das maiores preocupações que afligem as pessoas que trabalham no segmento é a instalação e manutenção das bibliotecas escolares. 

Embora a lei 12.244, de 2010, exija que escolas públicas e particulares ofereçam, até 2020, bibliotecas com, no mínimo, um título por aluno matriculado, é evidente que isso não foi cumprido.  Conforme apontou o Censo Educacional de 2019, quatro em cada dez escolas de Minas Gerais não têm bibliotecas. 

Considerando que a biblioteca é fundamental para também alfabetizar, educar e informar, além de contribuir para o desenvolvimento econômico, social e cultural dos municípios a longo prazo, urge fazer valer a lei de 2010, sobretudo depois da aprovação recente do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que aumentou a quantidade de recursos que deverá ser repassada aos estados e municípios.

O principal mecanismo de financiamento da educação básica pública funciona como uma combinação de 27 fundos (um de cada estado e do Distrito Federal), do qual a União recolhe 23% sobre o total arrecadado para repassar aos estados, que se encarregam de distribuir aos municípios. Contudo, o dinheiro do Fundeb deve ser destinado exclusivamente à educação básica para promover melhorias de ensino e estrutura.

Em 2020, o repasse do Fundeb para o governo de Minas Gerais foi de quase R$ 180 milhões, de acordo com a Associação Mineira de Municípios. Portanto, ainda que o cenário econômico brasileiro não se mostre positivo, seria uma falácia corroborar com o discurso segundo o qual o poder público não dispõe de capital para possibilitar investimentos nas bibliotecas das escolas municipais, quer seja na construção e reforma do edifício, aquisição de acervos bibliográficos, mobiliários e equipamentos, além da contratação de bibliotecários.

Sendo assim, cabe aos vereadores recém-eleitos a função de articular junto à esfera estadual, apresentando e cobrando a quantia do Fundeb necessária para Belo Horizonte possa investir em bibliotecas, o que possibilitará melhorar os indicadores educacionais e irá melhorar no índice de leitura do brasileiro em idade escolar. O investimento em bibliotecas reflete em melhor Educação e em melhores cidadãos, além de garantir o exercício da democracia.

JORNAL O TEMPO PUBLICA

ARTIGO DO

PRESIDENTE DO CRB-6

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foi liberado recentemente para uso nas escolas públicas brasileiras. Nesse momento de pandemia é essencial que os locais passem por melhorias para receber os alunos no futuro, o mesmo se aplica às bibliotecas, segundo Álamo Chaves (CRB-6/2790).

No texto “Recursos do Fundeb para investimentos em bibliotecas”, o Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), destacou a importância da atuação dos vereadores, responsáveis em parte pelo gerenciamento da verba, para que os espaços não sejam renegados.

O mesmo artigo foi publicado no Estado de Minas, como você pode ver aqui.

Leia o texto na íntegra.

Recursos do Fundeb para investimentos em bibliotecas

Por Álamo Chaves

Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6)

Há pouco mais de um mês, os 41 vereadores eleitos em 2020 para compor a Câmara Municipal de Belo Horizonte deram início às suas atividades parlamentares. Em uma conjuntura envolvendo crises econômica e sanitária, sabe-se que o desafio deles é enorme. Contudo, por mais árdua que seja a tarefa de legislar neste momento, determinadas pautas, como a educação, não podem ser deixadas de lado. 

Em meio a tantas metas planejadas pelo Plano Nacional de Educação – diretrizes para o desenvolvimento nacional, estadual e municipal da educação, uma das maiores preocupações que afligem as pessoas que trabalham no segmento é a instalação e manutenção das bibliotecas escolares. 

Embora a lei 12.244, de 2010, exija que escolas públicas e particulares ofereçam, até 2020, bibliotecas com, no mínimo, um título por aluno matriculado, é evidente que isso não foi cumprido.  Conforme apontou o Censo Educacional de 2019, quatro em cada dez escolas de Minas Gerais não têm bibliotecas. 

Considerando que a biblioteca é fundamental para também alfabetizar, educar e informar, além de contribuir para o desenvolvimento econômico, social e cultural dos municípios a longo prazo, urge fazer valer a lei de 2010, sobretudo depois da aprovação recente do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que aumentou a quantidade de recursos que deverá ser repassada aos estados e municípios.

O principal mecanismo de financiamento da educação básica pública funciona como uma combinação de 27 fundos (um de cada estado e do Distrito Federal), do qual a União recolhe 23% sobre o total arrecadado para repassar aos estados, que se encarregam de distribuir aos municípios. Contudo, o dinheiro do Fundeb deve ser destinado exclusivamente à educação básica para promover melhorias de ensino e estrutura.

Em 2020, o repasse do Fundeb para o governo de Minas Gerais foi de quase R$ 180 milhões, de acordo com a Associação Mineira de Municípios. Portanto, ainda que o cenário econômico brasileiro não se mostre positivo, seria uma falácia corroborar com o discurso segundo o qual o poder público não dispõe de capital para possibilitar investimentos nas bibliotecas das escolas municipais, quer seja na construção e reforma do edifício, aquisição de acervos bibliográficos, mobiliários e equipamentos, além da contratação de bibliotecários.

Sendo assim, cabe aos vereadores recém-eleitos a função de articular junto à esfera estadual, apresentando e cobrando a quantia do Fundeb necessária para Belo Horizonte possa investir em bibliotecas, o que possibilitará melhorar os indicadores educacionais e irá melhorar no índice de leitura do brasileiro em idade escolar. O investimento em bibliotecas reflete em melhor Educação e em melhores cidadãos, além de garantir o exercício da democracia.

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA SOBRE

CLUBES DO LIVRO AO

ESTADO DE MINAS

Segundo diversos estudos antropológicos, o homem só sobreviveu durante os séculos devido ao seu senso de comunidade. Com a chegada da pandemia do novo coronavírus ao Brasil, as relações físicas podem ter sido enfraquecidas, porém a necessidade do ser humano pelo outro fez com que se buscassem alternativas para manter o contato. Entre elas, estão os clubes do livro on-line.

A relevância desses grupos nesse momento foi destacada no Estado de Minas pelo Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), Álamo Chaves (CRB-6/2790). Para ele os clubes do livro são “um modo coletivo de expandir o autoconhecimento e de ampliar o conhecimento no mundo” e complementa “em tempos de isolamento, as pessoas têm recorrido a leituras e aos livros como forma processos cognitivos, estimular a intelectualidade, e como forma de manter as relações sociais […]”.

Leia o texto na íntegra.

Clube do livro: coletivo para o autoconhecimento

Por Lilian Monteiro

Que tal marcar um encontro virtual, se juntar ou criar um clube do livro para ter companhia mesmo em isolamento social diante da pandemia? Se não conhece, ele é um encontro de pessoas para discutir, debater e refletir sobre obras lidas recentemente, com o objetivo de expressar ideias, opiniões e idiossincrasias.

E, como destaca Álamo Chaves, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 6ª Região de Minas Gerais e Espírito Santo, é um ambiente que proporciona aos envolvidos uma troca de experiências, no qual diferentes sujeitos compartilham sua imaginação.

“É um modo coletivo de expandir o autoconhecimento e de ampliar o conhecimento do mundo. É uma experimentação social. Em tempos de isolamento, as pessoas têm recorrido à leitura e aos livros como forma de estimular processos cognitivos, estimular a intelectualidade e como forma de manter as relações sociais, uma vez que o clube do livro é um tipo de “sociedade literária”. O clube do livro aproxima pessoas. Ele agrega sujeitos que vivem em realidades completamente diferentes, mas que têm interesses comuns.” Para Álamo Chaves, de alguma forma, o clube do livro torna pessoas diferentes em pessoas iguais – ou pelo menos, em pessoas em sintonias parecidas. “Ele tem o poder de conectar pessoas, logo, ele provoca transformações sociais. O isolamento distanciou as pessoas, mas o clube do livro as (re)une.”

Álamo Chaves ressalta que, com o distanciamento social, a leitura de livros impressos continua. Entretanto, é possível observar aumento considerável no consumo do formato digital. O que mudou completamente foram os encontros dos clubes do livro, que passaram a ser virtuais.

Nos encontros presenciais, as pessoas ficam presas a horários e compromissos antes e após o evento, a questões como clima, trânsito e segurança, entre outros, os quais muitas vezes podem até desestimular uma maior participação. “A disponibilidade de tempo pode ser um fator ruim no clube do livro presencial, mas é um benefício nos encontros virtuais. Em casa, o leitor tem a possibilidade de se dedicar mais. Os encontros pela tela do computador podem ser mais frequentes, mais longos e comportar um número maior de participantes. Outro benefício do formato virtual é a possibilidade de um leitor participar de vários clubes, com diferentes temáticas.”

Compreensão do outro

A leitura dá asas à imaginação, à criatividade, à interpretação, à lógica e ao pensamento crítico. Álamo Chaves reforça que quando falamos em livros, não falamos apenas da leitura de palavras, mas também de imagens, formas, texturas, cores e outros elementos. Ler um livro não se restringe a decodificar códigos e símbolos alfabéticos. A leitura de livros provoca a ampliação da capacidade analítica, do raciocínio, da percepção e da compreensão do mundo, da capacidade de observar, refletir, julgar, de resolver problemas e também de se expressar e manifestar. A leitura de livros também traz benefícios técnicos, como o aprimoramento do vocabulário e da escrita, além de ser uma técnica para a memorização de conteúdos. O livro abre a mente humana para mundos desconhecidos. É importante buscar nos livros os diferentes universos que nos fazem (re) pensar sobre quem somos e sobre o mundo à nossa volta. A vida em sociedade demanda compreender o outro, e o livro é um instrumento para se chegar a essa compreensão. Num mundo inundado de informações e desinformações, o livro nos faz questionar a nossa própria existência.” Álamo Chaves reforça que não há regras rígidas para começar a ler, é muito particular. O importante, lembra, é respeitar a dinâmica pessoal.

Como funciona um clube do livro?

Não existe uma regra única para todos os clubes, cada um determina as suas. Abaixo listamos sugestões para que possa se inspirar e encontrar o seu.

– Existem clubes em que cada um lê um livro diferente e, a cada período de tempo, eles se reúnem para conversar sobre o livro que cada um leu

– Há clubes em que todos leem o mesmo livro e, da mesma forma, os leitores se reúnem para falar sobre ele

– Há clubes em que um leitor envia uma lista de livros que ele não leu e um colega seleciona o livro que ele deve ler, e após um tempo, eles se reúnem para conversar

– Também existem clubes do livro que estabelecem prazos e metas diárias de leitura e, ao final da leitura, o grupo faz um encontro para discutir o livro

– Há ainda os clubes de assinatura que começaram a aparecer no Brasil no fim de 2011, e que se popularizaram a partir de 2015. É um serviço pago, uma empresa da área editorial envia periodicamente um conjunto de livros para a casa de cada associado, para que ele leia durante o mês. Há uma curadoria, no qual autores e editores selecionam as obras que serão enviadas

– Existem clubes ligados a igrejas, nos quais é feita uma interpretação conjunta de obras religiosas

– Tem as rodas de leituras em escolas

– Clubes da terceira idade

Como gostar de ler?

Bebê

– Ler em voz alta, leitura pode ser feita mesmo durante a gestação

Crianças

– Espalhar livros pela casa, conversar sobre eles, contar histórias, falar sobre o que cada um está lendo nas refeições em família

– Houve uma febre de livros para colorir, mas existem as tradicionais fábulas, ricamente ilustradas, que são boas opções para as crianças

– Respeite os interesses da criança

– Priorize imagens, formas e cores para leitores mais novos

– Perceba as dificuldades do pequeno leitor

– Participe de eventos que promovam contações de histórias

Pré-adolescentes e adolescentes

– Buscar outras tipologias de literatura além daquelas previstas no ambiente escolar, como graphic novels, romances, histórias em quadrinhos e gibis, revistas, mangás, obras de humor, além dos inúmeros livros digitais

– Faça leitura em conjunto

– Estabeleça regras para o tempo dedicado aos equipamentos eletrônicos

– Estimule a participação em clube de livros e rodas de leitura

– Participe de eventos que promovam contações de histórias

– Frequente a biblioteca da escola ou a biblioteca pública da cidade com seu filho

– Dê livros de presente, mas faça com que isso seja um bônus, algo que ele mereceu ganhar Adultos

– Descubra seu gosto » Pode começar com palavras cruzadas – em jornais ou em revistinhas de banca –, livros de bolso, revistas, entre outros, para em momento posterior explorar obras mais densas como romances, crônicas, biografias, obras de ficção e até mesmo obras religiosas

– Leitura em formato digital, amplamente disponível na internet: além de livros, existem blogs, sites especializados, portais de notícias e de informações

– Descubra quais suas perspectivas, motivações e angústias e busque nos livros e na leitura as respostas que lhe trarão paz, ou mais inquietações.

RÁDIO BANDNEWS ENTREVISTA

PRESIDENTE DO CRB-6

Álamo Chaves (CRB-6/2790) falou sobre a reinvenção das bibliotecas durante a pandemia do novo coronavírus no programa “Duas a dois”, da Rádio BandNews. Durante a sua participação, no dia 31/3, o presidente do Conselho citou ações inovadoras dos espaços e deu dicas de como continuar promovendo a leitura neste momento difícil.

Ao ser questionado sobre o que mudou no mercado com a pandemia, Álamo foi conciso na resposta: “As instituições em geral precisaram se reinventar para se adaptar a esse novo mundo virtual que todos nós estamos vivendo. Até então, as bibliotecas e as livrarias são espaços muito presenciais em que as pessoas gostam de ir para se reunir em clubes do livro, para estudar, entre outras ações. Com a pandemia do novo coronavírus, isso mudou. As pessoas precisaram encontrar formas de continuar praticando essas atividades remotamente e, quando possível, de maneira híbrida. Atualmente, grande parte das bibliotecas estão fechadas prestando serviços virtualmente”.

Ouça a entrevista completa.

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA

À RÁDIO AMÉRICA

Álamo Chaves (CRB-6/2790) foi convidado pela atração “Tarde Viva” para entrevista sobre a mudança de hábitos de leitura durante a pandemia do novo coronavírus. Durante o programa vespertino, que aconteceu no dia 30 de março, o representante principal dos bibliotecários de Minas Gerais e do Espírito Santo  aprofundou nas possibilidades em meio ao caos.

O Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região de Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) citou e-books e até audiolivros como formas diversificadas de apreender a literatura.

PRESIDENTE DO CRB-6 ESCREVE SOBRE O FUNDEB AO ESTADO DE MINAS

O que é um país sem educação planejada? Um local sem perspectivas positivas, segundo Álamo Chaves (CRB-6/2790), que mais uma vez colocou em pauta a falta de compreensão dos representantes políticos sobre o lugar das bibliotecas no ensino.

Há semanas, o Presidente do CRB-6 fez o primeiro alerta acerca do repasse de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) às bibliotecas. Em resposta inconsciente, o Ministro da Educação Milton Ribeiro divulgou o valor estipulado para esses espaços neste ano que, para Álamo, é irrisório ante as necessidades das bibliotecas brasileiras.

Leia o artigo na íntegra.

Erros que comprometem uma geração

Por Álamo Chaves

Há algumas semanas, escrevi alerta aos representantes do poder público nas esferas municipais e estaduais sobre a necessidade de cobrar do Ministério da Educação (MEC) uma parte do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para o investimento em bibliotecas escolares. Entretanto, comunicado do titular do MEC, Milton Ribeiro, publicado no Twitter em 23 de março, mostrou o quanto esse repasse ordenado ainda está longe de acontecer.

O ministro afirmou que, “no dia 29/1 foi identificada uma inconsistência na distribuição dos recursos por UF referente à complementação da União ao Fundeb do mês”. Ou seja, em outras palavras, o que Ribeiro quis dizer é que o governo federal errou nos cálculos de distribuição dos recursos do Fundeb. O lapso do MEC foi responsável pela transferência equivocada de R$ 766 milhões a nove estados e municípios. Um valor que representa 64% dos recursos totais do Fundeb.

Conforme consta em planilha do próprio ministério, os estados mais prejudicados foram Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí, que perderam recursos para Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro. O MEC solicitou ao Banco do Brasil – responsável pela transferência entre União e estados – que bloqueasse os recursos no intuito de corrigir a situação. O pedido foi feito tarde demais. Quando o ministério se deu conta do erro na transferência de janeiro, muitos municípios e estados já haviam movimentado os valores recebidos. Restou ao ministro vir a público, reconhecer o erro e dizer que “adotou providências para correção da inconsistência”, sendo que “não houve nem haverá qualquer prejuízo ao erário”.

Curiosa e pertinente é a frase do ministro. Sem nem sequer mencionar os milhões de alunos que foram prejudicados pela confusão, ele se mostrou muito mais preocupado com o mercado financeiro que com a educação propriamente dita. O erário, conforme informou Ribeiro, não sofreu nenhum prejuízo, porém, como fica o processo de aprendizagem de estudantes do Amazonas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Piauí?

O que o excelentíssimo ministro irá propor para recuperar o tempo perdido, haja vista que a educação padece desde o surgimento da pandemia? Quais as ações pontuais o chefe da pasta efetivamente procedeu para garantir que esse temerário erro não volte a ocorrer e para reparar as perdas sentidas por esses estados?

A educação pública, gratuita e de qualidade parece nunca ter sido prioridade para o ministro. Afinal, a preocupação dele é com outras tarefas – como ensaiar um malabarismo retórico para tentar explicar o veto presidencial ao Projeto de lei 3.477/2020, que dava acesso à internet a alunos e professores da rede pública. Além disso, a Lei 12.244/2010, que universaliza as bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, não recebeu qualquer empenho do MEC para garantir a existência de bibliotecas para todos os estudantes, especialmente nas escolas públicas.

Ainda que Minas Gerais não tenha sido afetado diretamente pela trapalhada do MEC, o episódio deve ser acompanhado com preocupação, por alertar que os avanços na educação tendem a continuar tímidos e sem isonomia por um longo tempo.

RÁDIO BANDNEWS ENTREVISTA PRESIDENTE DO CRB-6

Álamo Chaves (CRB-6/2790) falou sobre a reinvenção das bibliotecas durante a pandemia do novo coronavírus no programa “Duas a dois”, da Rádio BandNews. Durante a sua participação, no dia 31/3, o presidente do Conselho citou ações inovadoras dos espaços e deu dicas de como continuar promovendo a leitura neste momento difícil.

Ao ser questionado sobre o que mudou no mercado com a pandemia, Álamo foi conciso na resposta: “As instituições em geral precisaram se reinventar para se adaptar a esse novo mundo virtual que todos nós estamos vivendo. Até então, as bibliotecas e as livrarias são espaços muito presenciais em que as pessoas gostam de ir para se reunir em clubes do livro, para estudar, entre outras ações. Com a pandemia do novo coronavírus, isso mudou. As pessoas precisaram encontrar formas de continuar praticando essas atividades remotamente e, quando possível, de maneira híbrida. Atualmente, grande parte das bibliotecas estão fechadas prestando serviços virtualmente”.

PRESIDENTE DO CRB-6 SE DEBRUÇA SOBRE A EDUCAÇÃO EM TARDE NA RÁDIO AMÉRICA

Já conhecido na emissora, Álamo Chaves (CRB-6/2790) passou parte do dia compartilhando suas impressões acerca de dois tema caros a ele: o ensino e a literatura.

No programa “Tarde Viva”, o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) analisou o cenário atual da educação no país, destacou a leitura como caminho para o conhecimento e mais.

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA SOBRE O DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL NA RÁDIO AMÉRICA

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo, Álamo Chaves (CRB-6/2790), foi o convidado do programa “Tarde Viva”, da Rádio América, no dia 19 de abril. Na data em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, o presidente do Conselho explicou como a leitura auxilia no combate a ansiedade, exaustão e letargia para as crianças em tempos de pandemia.

Na entrevista, Álamo Chaves focou na importância da leitura durante a primeira infância e como as ilustrações contribuem na alfabetização, já que crianças tendem a se sentir mais atraídas pela literatura quando ela está acompanhada imagens, texturas, cores e formas.

Confira outras aparições do CRB-6 na mídia.

PORTAL LITERÁRIO PUBLICA ARTIGO DO PRESIDENTE DO CRB-6

O Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) foi novamente destaque na mídia de Minas Gerais. Desta vez, foi o portal “Literalmente, Uai” que publicou um artigo de autoria do presidente Álamo Chaves (CRB-6/2790).

O tema abordado é de extrema relevância para o atual momento. A biblioterapia é realizada por psicólogos, bibliotecários e educadores, indicando leituras, conduzindo conversas sobre a obra e avaliando o resultado. O tratamento propõe estimular as emoções através da identificação do leitor com os personagens para apaziguar sentimentos adversos, em forma de catarse.

Você pode ler o artigo na íntegra no portal clicando aqui ou abaixo:

Biblioterapia garante ressocialização de presos

A leitura é um dos mais completos de todos os exercícios intelectuais. Ao ler, diversas áreas do cérebro são estimuladas, criando imagens, sons e, até mesmo, a voz do narrador na mente do leitor.

Através da leitura, é possível ter acesso a realidades, até então, inacessíveis, como os costumes da sociedade parisiense do século XIX ou as particularidades dos czares russos. Por meio desse poder que os livros têm de estimular emoções e sentimentos, profissionais da psicologia, aliados aos bibliotecários e educadores, desenvolveram a biblioterapia como tratamento psíquico.

Embora não seja amplamente aplicada como outros tratamentos psicológicos, a leitura terapêutica já apresentou respostas satisfatórias, corroborando com a tese de que ler, não só aguça a sensibilidade, como provoca a reflexão de problemas profundos e dilemas pessoais. Logo, o método passou a ser aplicado como um antídoto para traumas, questões emocionais e autoconhecimento.

Realizada de maneira interdisciplinar, a biblioterapia é conduzida por psicólogos, bibliotecários e educadores, responsáveis por indicações de leitura, condução de conversas sobre a obra e avaliação do resultado. O tratamento propõe estimular as emoções através da identificação do leitor com os personagens para apaziguar os sentimentos adversos, em forma de catarse.

No sistema prisional, os resultados do método são extraordinários na ressocialização dos detentos. Um dos exemplos mais admiráveis é o caso de Florindo, que em alguns meses, será o primeiro bibliotecário formado dentro de um presídio.

Quando chegou ao Centro de Progressão Penitenciária de Jardinópolis, no interior de São Paulo, Florindo se orgulhava em afirmar que nunca tinha lido um livro e que detestava a leitura. Entretanto, por ironia da vida, o colocaram para trabalhar na biblioteca, como bibliotecário.

No início, ele aprendeu a catalogar. Depois, começou a ler as obras e se interessou pelo curso de biblioteconomia. Hoje, Florindo mudou o discurso e se orgulha em dizer que os livros deram um sentido e uma perspectiva para sua vida.

Outro exemplo é o de Carlos, ex-detento de Jardinópolis e ex-coordenador do grupo do livro no local. Ao receber a notícia que seria posto em liberdade, ficou desconcertado. Tomado pelo pavor, não sabia como sua família e a própria sociedade lidariam com sua soltura. Tinha medo de não conseguir emprego pelo estigma de ex-presidiário. Contudo, foi através da biblioterapia, com a leitura do livro “Hermes, o motoboy”, de Fernando Vilela e Ilan Brenman, que Carlos encontrou alívio para seu tormento e descobriu qual função desempenharia depois de deixar a penitenciária.

Florindo e Carlos são apenas dois exemplos dos diversos resultados positivos que a leitura terapêutica tem na vida das pessoas. Os casos poderiam ser bem maiores, se as autoridades compreendessem a importância da biblioterapia e não rejeitassem projetos de leis e requerimentos, como o PL 4.186/2012 e o Req. 1.298/2019, que permitiriam ao Sistema Único de Saúde (SUS) lançar mão da leitura terapêutica para garantir aos brasileiros amplo acesso à literatura atrelada à saúde mental.

Artigo: Álamo Chaves, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região de Minas Gerais e Espírito Santo

CRB-6 na mídia

Constantemente, o CRB-6, por meio de seu presidente, é destaque em diversos veículos de imprensa. Nos últimos 30 dias, Álamo Chaves, publicou o artigos e concedeu entrevistas para os seguintes portais:

26/4 – Jornal Estado de Minas / Opinião – Leia o artigo aqui.

27/4 – Portal Estadão / Blog do Fausto Macedo – Leia o artigo aqui.

1/5 – Jornal Hoje em Dia / Opinião – Leia o artigo aqui.

11/5 – Portal Atanews / Opinião – Leia o artigo aqui.

23/5 – Jornal Hoje em Dia / Live – Veja a entrevista aqui.

24/5 – Jornal Estado de Minas / Opinião – Leia o artigo aqui.

PRESIDENTE DO CRB-6 EXPLICA IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA PRIMEIRA INFÂNCIA EM LIVE PARA O JORNAL HOJE EM DIA

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), Álamo Chaves (CRB-6/2790), participou de live do jornal Hoje em Dia, no dia 23 de maio. Na entrevista, Álamo transitou por diversos assuntos referentes aos livros, leitura, literatura, mercado editorial e bibliotecas.

Conduzido pela jornalista Maria Amélia Ávila, o bate-papo começou tratando da importância do incentivo à leitura durante a primeira infância – período que vai da gestação até os seis anos de idade. O presidente do Conselho atentou para o fato de que, embora o estímulo à leitura seja essencial, ainda há um descompasso e uma série de empecilhos que dificultam o acesso de muitas crianças brasileiras aos livros.

“Isso é o resultado de anos e anos de Educação ruim e falta de investimentos. O Brasil não tem tradição de estar entre os primeiros colocados em índices que medem o nível de educação no mundo, como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), por exemplo”, afirmou ao comentar sobre o relatório “Agindo agora para proteger o capital humano de nossas crianças”, produzido pelo Banco Mundial.

O documento mencionado concluiu que 70% dos estudantes do ensino fundamental correm o risco de não aprenderem a ler e interpretar um texto simples devido ao longo tempo em que as escolas estão fechadas em razão da pandemia da covid-19.

Álamo ainda contou das dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede estadual para manter uma biblioteca para seus alunos. De acordo com ele, o CRB-6 já tentou inúmeras vezes se reunir com representantes do Governo Estadual de Minas Gerais no intuito de resolver esse imbróglio, a fim de fazer valer a Lei 12.244, que obriga escolas públicas e particulares a oferecerem bibliotecas com, no mínimo, um título por aluno matriculado.

PRESIDENTE DO CRB-6 PARTICIPA DE PROGRAMA DA TV HORIZONTE

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), Álamo Chaves, participou do programa Manhã da Piedade, da TV Horizonte, no último 20 de abril. Na entrevista, ele explicou as mudanças ocorridas nos clubes do livro devido a pandemia da Covid-19.

De acordo com o presidente do CRB-6, os encontros semanais, que normalmente ocorriam de maneira presencial, passaram a ser realizados pela internet. Em formato de live, os integrantes acessam o link de dentro de casa e continuam debatendo o livro que leram ao longo da semana.

“O lado bom do formato online é que o clube pode ter um número muito maior de participantes e as reuniões podem durar mais tempo. Além disso, o formato virtual permite uma imensidão de combinações, porque você pode ter [em um mesmo encontro] pessoas de diferentes faixas etárias que se encontram ali, ao redor do livro”, afirma.

Álamo ainda falou sobre o domínio público. Conforme consta na legislação de direitos autorais, todo 1º de janeiro, diversas obras literárias, artísticas ou científicas entram em domínio público.

Em 2021, obras de escritores como George Orwell, Edgar Rice Burroughs, Bernard Shaw, Johannes Vilhelm Jensen, Edna St. Vincent Millay, Cesare Pavese, Heinrich Mann, Albert Ehrenstein e Sri Aurobindo foram permitidas a serem usadas livremente por qualquer pessoa.

“O domínio público veio para possibilitar o acesso a obras literárias para a maioria da população. Infelizmente, nós vivemos em um país onde o livro é um produto caríssimo e seu acesso não é estimulado”, ressaltou Álamo Chaves.

Por fim, o presidente do Conselho indicou o portal Domínio Público, que reúne todas as obras já autorizadas a serem compartilhadas livremente por todos.

PRESIDENTE DO CRB-6 ESCREVE PARA O JORNAL ESTADO DE S. PAULO

Álamo Chaves (CRB-6/2790) pautou mais uma vez o valor irrisório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) reservado às bibliotecas pelo Ministério da Educação (MEC).

No texto, o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) destaca dados que evidenciam o investimento cada vez menor na educação pública e as contradições do ministro do MEC, Milton Ribeiro. Até quando a biblioteca será subjugada no extensão de ensino brasileiro?

Leia esse e outros questionamentos de Álamo Chaves na íntegra.

Receita Federal e o “jeitinho brasileiro”

Por Álamo Chaves

O “jeitinho brasileiro” é uma das piores particularidades da cultura brasileira, considerando o conceito sociológico de cultura. Embora criativas, as soluções encontradas pelos brasileiros para burlar leis e normas refletem a identidade corrompida de um país que se valeu de explorações diversas até se firmar como nação. Ainda que sejam práticas corruptas do cotidiano, é no cenário político que elas apresentam maior visibilidade e repercussão. A mais recente, por exemplo, ocorreu na Receita Federal. Em relatório divulgado na primeira semana de abril, o órgão defendeu o aumento das tributações sobre livros argumentando que os pobres não leem.

Desde meados do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes quer acabar com o benefício que reduz o custo na produção de livros e arrecadar, ao menos, 12% da receita bruta das editoras. Entretanto, a Constituição Federal veda aos órgãos federativos instituir impostos sobre “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão”. Para mais, um dispositivo de lei de 2014 concedeu isenção de Pis e Cofins sobre a receita na venda de livros e no papel usado em sua confecção.

Guedes segue na contramão da carta magna para defender seu extensão de reforma tributária em que as editoras não serão mais isentas de pagar Pis e Cofins,  passando a “colaborar” com a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Em consonância com o titular da Economia, a Receita Federal publicou o recente relatório com perguntas e respostas sobre a CBS para explicar o motivo do novo tributo ser cobrado na venda de livros.

O documento lança mão de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para sustentar a tese que os pobres não leem e, por isso, o governo deveria aumentar a tributação. “De acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2019, as famílias com renda de até dois salários mínimos não consomem livros não-didáticos e a maior parte desses livros é consumida pelas famílias com renda superior a dez salários mínimos”, informa o documento, e ainda acrescenta que “dada a escassez dos recursos públicos, a tributação dos livros permitirá que o dinheiro arrecadado possa ser objetivo de políticas focadas, assim como é o caso dos medicamentos, da saúde e da educação no âmbito da CBS”.

A falta de consumo de livros por grande parte dos brasileiros, que deveria ser vista pelo poder público como um grande problema, foi considerada solução para outro entrave: a crise econômica. E, nesse contexto, o governo demonstra que o “jeitinho brasileiro” já se tornou uma prática institucionalizada dentro da máquina pública.

A luta contra essa realidade pode parecer mera batalha utópica, mas  é necessária para levantar a voz em denúncias contra as práticas disparatadas, que, lamentavelmente, estão longe de acabar.

PRESIDENTE DO CRB- 6 ESCREVE SOBRE A TRIBUTAÇÃO DE LIVROS AO HOJE EM DIA

Álamo Chaves (CRB-6/2790) colocou no papel suas ideias sobre o projeto de lei que propõe a aplicação de impostos sobre obras literárias, didáticas, entre outras. Se aprovada, a ideia tende a dificultar o acesso de pessoas de baixa-renda aos livros e a aprofundar a desigualdade no Brasil.

Leia o artigo do presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6).

A Receita Federal e o “jeitinho brasileiro”

Por Álamo Chaves

O “jeitinho brasileiro” é uma das piores particularidades da cultura brasileira, considerando o conceito sociológico de cultura. Embora criativas, as soluções encontradas pelos brasileiros para burlar leis e normas refletem a identidade corrompida de um país que se valeu de explorações diversas até se firmar como nação. Ainda que sejam práticas corruptas do cotidiano, é no cenário político que elas apresentam maior visibilidade e repercussão. A mais recente, por exemplo, ocorreu na Receita Federal. Em relatório divulgado na primeira semana de abril, o órgão defendeu o aumento das tributações sobre livros argumentando que pessoas pobres não leem.

Desde meados do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer acabar com o benefício que reduz o custo na produção de livros e arrecadar, ao menos, 12% da receita bruta das editoras.  Entretanto, a Constituição Federal veda aos órgãos federativos instituir impostos sobre “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão”. Ou seja, a medida pode ser considerada inconstitucional. Para mais, um dispositivo de lei de 2014 concedeu isenção de Pis e Cofins sobre a receita na venda de livros e no papel usado em sua confecção.

Guedes segue na contramão da carta magna para defender seu projeto de reforma tributária em que as editoras não serão mais isentas de pagar Pis e Cofins, passando a “colaborar” com a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Em consonância com o titular da Economia, a Receita Federal publicou o recente relatório com perguntas e respostas sobre a CBS para explicar o motivo do novo tributo ser cobrado na venda de livros.

O documento lança mão de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para sustentar a tese que pessoas pobres não leem e, por isso, o governo deveria aumentar a tributação. “De acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2019, as famílias com renda de até dois salários mínimos não consomem livros não-didáticos e a maior parte desses livros é consumida pelas famílias com renda superior a dez salários mínimos”, informa o documento. O relatório acrescenta que “dada a escassez dos recursos públicos, a tributação dos livros permitirá que o dinheiro arrecadado possa ser objeto de políticas focadas, assim como é o caso dos medicamentos, da saúde e da educação no âmbito da CBS”.

A falta de consumo de livros por grande parte dos brasileiros, que deveria ser vista pelo poder público como um grande problema, foi considerada solução para outro entrave: a crise econômica. E, nesse contexto, o governo demonstra que o “jeitinho brasileiro” já se tornou uma prática institucionalizada dentro da máquina pública.

Como pode um país mergulhado numa crise sanitária, financeira e social facilitar a compra e o porte de armas e dificultar ainda mais o acesso aos livros para a camada mais pobre da população? A luta contra essa realidade pode parecer mera batalha utópica, mas é necessária para levantar a voz em denúncias contra as práticas disparatadas, que, lamentavelmente, parecem estar longe de acabar.

Mais artigos de Álamo Chaves

Presidente do CRB-6 escreve para o jornal Estado de S. Paulo

Portal literário publica artigo do presidente do CRB-6

Presidente do CRB-6 escreve sobre o FUNDEB ao Estado de Minas

Jornal O TEMPO publica artigo do presidente do CRB-6

PRESIDENTE DO CRB-6 FALA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA PRIMEIRA INFÂNCIA NA TV HORIZONTE

Álamo Chaves (CRB-6/2790) participou do programa “Manhã da Piedade”, da TV Horizonte, no dia 25 de maio. Na conversa com a apresentadora Moninha Quintero, o presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6) destacou como os livros podem auxiliar na percepção e no desenvolvimento de uma memória apurada e despertar mais empatia.

Além disso, Álamo disse que a leitura na primeira infância é essencial para criar o hábito de consumir livros e que tal rotina tende a formar cidadãos conscientes, o que se torna ainda mais importante em momentos caóticos.

Veja a entrevista.

INTEGRANTE DO GT DE BIBLIOTECAS PRISIONAIS CONCEDE ENTREVISTA

Andreza concedeu entrevista ao programa “Tarde Viva”, da Rádio América, no dia 22 de julho. A Bibliotecária falou sobre a importância do incentivo à leitura em instituições prisionais para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

Ouça.

DIRETORA ADMINISTRATIVA DO CRB-6 PARTICIPOU DE ENTREVISTA NA RÁDIO INCONFIDÊNCIA

No último dia 6 de julho, Rosana Trivelato (CRB-6/1889), diretora administrativa do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), falou sobre a importância da leitura na infância. A entrevista foi conduzida pela jornalista Déborah Rajão e veiculada no programa “Revista da Tarde”.

Na conversa, a diretora administrativa do CRB-6 respondeu às perguntas da apresentadora e explanou que considera os e-books uma forma de alcançar mais leitores, já que a tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas.

Rosana também comentou sobre a facilidade de lançar e-books frente ao livro impresso pelo baixo custo e possibilidade de produção própria.

PRESIDENTE DO CRB-6 ESCREVE SOBRE A PEC 108 NO JORNAL EDIÇÃO DO BRASIL

Álamo Chaves (CRB-6/2790) abordou a tentativa de interrupção dos conselhos profissionais em texto conciso divulgado no dia 19 de julho pelo veículo de comunicação. Leia o artigo na íntegra.

Conselhos à procura de um governo

Por Álamo Chaves

Em 1921, o dramaturgo e romancista italiano Luigi Pirandello (1867-1936) lançou a peça “Seis personagens à procura de um autor”. A trama de nome auto-sugestivo narra a história de seis personagens abandonadas pelo autor que desejam compartilhar em algum palco os seus dramas e dilemas no intuito de alcançar alívio e conforto para seus tormentos. Assim como as personagens de Pirandello, sentem-se os membros dos conselhos profissionais brasileiros diante da PEC 108/19.

Elaborada pelo Governo Federal, a proposta de emenda à Constituição pretende alterar a natureza jurídica de tais organizações, sob a justificativa de que os “conselhos são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em colaboração com o poder público, às quais se aplicam as regras do direito privado e a legislação trabalhista”. Isso posto, essas organizações deixariam de ser vistas pelo governo como autarquias pertencentes à administração pública. Se aprovada, a PEC terá como consequência a inevitável dissolução dos conselhos.

No entanto, é pertinente lembrar a origem dessas autarquias. Pode-se dizer que o primeiro conselho foi criado em 1934, quando o Decreto nº 24.693 explicitou as atividades profissionais na área da Química, reconheceu a profissão, indicou as categorias com obrigatoriedade de registro no Ministério do Trabalho, deu as atribuições dos profissionais e desenhou um Código de Conduta.

Já no ano seguinte, um novo decreto (nº 57) aprovou o regulamento para a execução do dispositivo elaborado no ano anterior, apresentando os requisitos para o registro profissional e dispondo sobre a “Carteira Profissional”, as atribuições e a “Responsabilidade Técnica”. Entretanto, a partir da implementação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), surgiram novas entidades representativas de determinadas classes profissionais.

Atualmente, há 20 conselhos profissionais no Brasil. Eles são responsáveis por regulamentar a atividade, determinar limites da atuação, fiscalizar o exercício da profissão,  orientar e efetuar registros dos profissionais.

Contudo, nos últimos anos, os conselhos deixaram de ser bem vistos aos olhos do poder público. Agentes do Estado, que deveriam trabalhar em prol da sociedade, passaram a se empenhar em minar diversos direitos trabalhistas sob a égide do controle fiscal e da retomada econômica.

À vista disso, assim como ocorre na peça de Pirandello, o governo – principal “mentor” dos conselhos – virou as costas para essas entidades, deixando cada um de seus membros desamparados, querendo compartilhar os seus dramas e dilemas no intuito de reverter essa situação provocada por uma forma de abandono.

PRESIDENTE DO CRB-6 ESCREVE ARTIGO PARA O JORNAL A GAZETA

No texto publicado pelo jornal A Gazeta, em 28/7, Álamo Chaves (CRB-6/2790) destaca que, apesar das conquistas alcançadas por instituições como a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o desmonte do ensino superior público no Brasil é uma triste realidade. No entanto, o artigo do presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região Minas Gerais e Espírito Santo (CRB-6), ressalta que, mesmo com o corte de verbas, os pesquisadores da UFES publicaram 1.300 artigos científicos em 2020, número que, por si só, não justifica a queda de investimento na Educação.

Leia o artigo na íntegra.

Os ataques à ciência e à educação e a “fuga de cérebros” do Brasil

Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) comemorou o recorde de 1.300 artigos científicos publicados em 2020, de acordo com dados da base Scopus. Esse número aumenta para mais de 2.500 quando considerados todos os artigos publicados na plataforma Lattes dos seus pesquisadores, independentemente da base indexada.

Os professores da instituição produziram quase 150 livros, mais de 800 capítulos de livros e organizaram mais de 100 livros em 2020. O crescimento das publicações nos últimos 12 anos superou os 300%, patamar bem acima dos 146% alcançados pelo Brasil no mesmo ano.

A Ufes ainda ocupou a 69ª posição entre 177 universidades de 13 países latino-americanos avaliados no Ranking Universitário da América Latina 2021, publicado pela Times Higher Education (THE). Foi a melhor posição desde 2019, quando a instituição foi listada pela primeira vez. Entre as universidades brasileiras, a Ufes ficou na 33ª posição neste ano.

Cerca de 95% das pesquisas realizadas no Brasil são produzidas pelas universidades públicas. Entretanto, todos esses indicadores de bons desempenhos educacionais, científicos e tecnológicos parecem não importar quando saímos da esfera acadêmica e nos transportamos para o mundo político atual.

Há algumas semanas, o país foi surpreendido com a informação de que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sufocada pela falta de verbas, poderá fechar prédios e fazer rodízio de instalações. Já em São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) informou que o impacto no orçamento só permitirá seu funcionamento possivelmente até o mês de setembro.

Na esteira das más notícias advindas do Rio e de São Paulo, a Ufes, assim como outras 68 entidades brasileiras, informou que enfrenta cortes e bloqueios de verbas, além do contingenciamento de mais da metade do seu orçamento, podendo ter que paralisar as atividades acadêmicas e administrativas antes do fim do ano. O corte orçamentário de 2021, em relação ao ano anterior, chegou a 18,2% para custeio, 22,8% nos recursos de capital e 18,3% na assistência estudantil.

Desde 2019, os orçamentos dos órgãos que financiam pesquisas no Brasil voltaram para níveis idênticos ou inferiores aos do ano 2000.

O descaso com a falta de investimento em tecnologia nacional explica o motivo de o país não contar com grandes conglomerados como Apple, Google, Tesla, Huawei, Pfizer ou Moderna. O resultado de tanta negligência com a ciência nacional culmina na chamada “fuga de cérebros” de pesquisadores brasileiros para países que valorizam a educação como valor fundamental e tratam a inovação como mola propulsora do desenvolvimento social, financeiro e econômico.

Isso pode ser visto na divulgação pela imprensa a respeito de um jovem de 33 anos, graduado em Engenharia Aeronáutica, com mestrado e doutorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e que hoje vende doces para sobreviver.

É triste e desolador constatar que a ciência e a educação têm sido relegadas no Brasil. O que conforta, no entanto, é ver que os profissionais desses segmentos não se abateram. Eles continuaram dando o melhor de si e alcançando ótimos resultados, como evidencia os números da Ufes.